O presidente Lula (PT) promete, em seu plano de governo, barrar as tentativas de interferência estrangeira no Brasil, caso seja reeleito para um quarto mandato.
A defesa da soberania nacional é um dos eixos do programa de governo do petista para as eleições de 2026, protocolado por ele no TSE na noite da sexta-feira (7/8).
O documento afirma que o país deve preservar sua autonomia para tomar decisões políticas e econômicas de acordo com os interesses nacionais e “sem qualquer tipo de subordinação estratégica”.




O presidente Lula, candidato à reeleição
Ricardo StuckertO presidente Lula
Ricardo StuckertPresidente disse que dará o benefício da dúvida ao seu ex-aliado
Ricardo StuckertO programa também defende que o Brasil seja “livre de interferências externas” e rejeita a submissão do país a interesses de outras nações.
Embora não cite nominalmente os Estados Unidos, o documento é apresentado em meio às tensões entre o governo Lula e do presidente americano, Donald Trump.
Em um dos trechos mais enfáticos, o plano afirma que um eventual novo governo Lula fará “firme oposição a qualquer tentativa de subordinar o Brasil a interesses estrangeiros ou de reduzir nosso país a uma posição de dependência geopolítica”.
O plano rejeita “alinhamentos automáticos” com outras potências e classifica a soberania como um “princípio permanente e inegociável”.
A diretriz abrange não apenas a política externa, mas também áreas como defesa, tecnologia, energia, recursos minerais, meio ambiente, economia e segurança digital.
Leia também
Na área de defesa, Lula propõe fortalecer a autonomia estratégica do país, a indústria nacional de defesa e a proteção das fronteiras, da Amazônia e da chamada Amazônia Azul.
O plano prevê ainda reforçar a defesa cibernética e a proteção de infraestruturas críticas e bases de dados governamentais.
Na política externa, o programa defende os princípios de independência nacional, autodeterminação dos povos, não intervenção, defesa da paz e solução pacífica de conflitos.

