Belo Horizonte – Após uma pré-campanha de intensas articulações e idas e vindas, o PL saiu das convenções partidárias isolado em Minas Gerais e terá que lançar uma chapa puro-sangue para dar palanque ao presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) no estado.
No caminho, o PL esteve muito perto de fechar alianças com o Republicanos e com a federação União Progressista, mas devido ao vacilante senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), visto como nome ideal para unificar toda a direita, e diferenças de entendimentos políticos, os acordos acabaram não sendo fechados e Flávio perdeu a chance de ter esses aliados em seu palanque.






Senador e presidenciável Flávio Bolsonaro
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.fotoSenado Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG)
Waldemir Barreto/Agência SenadoMarcelo Aro (PP-MG)
Luiz Santana/ALMGMateus Simões (PSD)
Karoline Barreto/Agência MinasFlávio Bolsonaro e Flávio Roscoe
ReproduçãoEm alguns momentos, aliados de Flávio chegaram a ensaiar conversas até com o PSD do governador Mateus Simões, quando ele e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) participaram de uma série de agendas juntos, mas com a relação “umbilical” entre Simões e o candidato do Novo à presidência Romeu Zema e o fato do próprio PSD também ter um nome na disputa, Ronaldo Caiado, impossibilitou avanços.
Reviravolta na reta final
E foi a chapa do PSD que tirou de Flávio o apoio da federação que reúne PP e União Brasil. Na reta final das articulações, quando o Republicanos recuou da candidatura de Cleitinho, o PL havia decidido apoiar uma candidatura do ex-secretário de governo Marcelo Aro (PP) para o Palácio Tiradentes.
A União Progressista, porém, resolveu compor com Simões, e Aro, que havia rompido em uma briga fratricida com o atual governador, volta a concorrer ao Senado, mas em candidatura independente do PSD.
Cleitinho, aliás, ainda tenta forçar sua participação no pleito e esse é um dos motivos para o Republicanos de Minas não ter se aberto a um acordo para apoiar o ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, nome que foi confirmado nessa quarta-feira (5/8) pelo Partido Liberal, e indicar um vice, por exemplo.
Fragmentação afeta campanha de Flávio no estado
O PL já conta com uma grande estrutura partidária, mas a campanha da sigla em Minas poderia ser maior se houvesse uma aliança formal com outros partidos. Sem alianças, há menos verba, menos tempo de TV e menos cabos eleitorais estado afora, incluindo deputados, prefeitos e vereadores. Flávio Bolsonaro, em resumo, só aparecerá nos “santinhos” dos candidatos do PL.
O palanque de Simões receberá outros dois presidenciáveis da direita no 1º turno: Ronaldo Caiado, do mesmo PSD, e Romeu Zema. Já Cleitinho, se conseguir uma improvável reviravolta, poderia ser uma opção de palanque extra para Flávio Bolsonaro, mas essa possibilidade parece distante no momento.
É o que defende Flávio Roscoe. O candidato oficial do bolsonarismo afirma que, caso Cleitinho consiga sair candidato, existe a possibilidade do candidato à presidente da República, Flávio Bolsonaro, ter dois palanques em Minas.
Essa possibilidade ainda é vista como certo receio já que, em outros momentos, o presidente estadual do Republicanos, o deputado federal Euclydes Pettersen, não garantiu que o senador fosse apoiar Flávio se estivessem em chapas diferentes. Apesar disso, Cleitinho foi um dos primeiros políticos a declarar apoio a candidatura do filho de Jair Bolsonaro (PL).

