A juíza Bruna Ota Mussolini, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), decidiu, nesta quinta-feira (6/8), que o caso sobre manipulação de resultado envolvendo o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, fica suspenso na Corte enquanto um recurso da defesa do jogador é analisado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
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A defesa do jogador tenta reverter a decisão da Justiça do DF que aceitou a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) contra Bruno Henrique por estelionato. No primeiro momento, o TJDFT havia aceitado somente a acusação sobre manipulação do resultado.







Atacante renovou contrato com o Flamengo até 2027 recentemente
Foto: Adriano Fontes / CRFBruno Henrique com a taça do Brasileirão
Adriano Fontes/FlamengoBruno Henrique
Vinícius Schmidt/MetrópolesBruno Henrique
Reprodução/Redes sociais.O MP não gostou da decisão, recorreu e conseguiu que a denúncia também fosse aceita em dezembro de 2025, em segunda instância. Agora, Bruno Henrique responde por manipulação de resultado e estelionato.
Desde então, a defesa de Bruno Henrique busca afastar a ação penal por estelionato contra o atacante. Em junho, a Justiça do DF negou um recurso do jogador e o manteve réu por estelionato.
Com derrotas na primeira instância, o recurso do atacante do Flamengo para tentar afastar a acusação por estelionato será julgado pelo STJ. Ao Metrópoles, interlocutores ligados ao atleta confirmaram que o recurso já está autuado na Corte e que o processamento da ação começará nos próximos dias.
Acusação
O atacante do Flamengo é acusado de manipulação de resultados por dar informações privilegiadas a apostadores às vésperas da partida contra o Santos, em 31/10/2023. Segundo o órgão, o jogador teria enviado uma mensagem ao irmão reiterando que cumpriria a promessa de receber um cartão amarelo durante o jogo.
Relembre o caso
- Bruno Henrique, que já estava pendurado com dois cartões, fez uma falta em Soteldo, na época do Santos, no campo de ataque. O árbitro Rafael Klein aplicou o cartão amarelo. Em seguida, o jogador reclamou de forma ostensiva e acabou expulso.
- Em 1º de agosto de 2025, a Procuradoria do STJD denunciou Bruno Henrique e mais quatro pessoas por manipulação de resultados envolvendo apostas esportivas.
- Segundo a acusação, o atacante do Flamengo teria arbitrariamente cometido faltas para receber punições e beneficiar apostadores.
- Bruno Henrique também foi indiciado pela Polícia Federal (PF) em abril de 2025 após acusação de fraude esportiva, denunciado no artigo 200 da Lei Geral do Esporte — fraudar, por qualquer meio, ou contribuir para que se fraude, de qualquer forma, o resultado de competição esportiva ou evento a ela associado.
- Além do jogador, o órgão acusador denunciou mais quatro atletas amadores: o irmão do jogador do Flamengo, Wander Nunes Pinto Junior, além de Claudinei Vitor Mosquete Bassan, Andryl Sales Nascimento dos Reis e Douglas Ribeiro Pina Barcelos (todos amigos de Wander).
- Bruno Henrique conseguiu evitar uma punição mais severa no âmbito esportivo. A defesa do jogador convenceu o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) de que não houve intenção de prejudicar o próprio time, argumento que impediu o enquadramento no artigo mais grave do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).
- Pelo STJD, Bruno Henrique foi liberado para jogar pelo Flamengo, mas teve que pagar uma multa estipulada em R$ 100 mil.
- Bruno e o irmão, Wander trocaram mensagens em 29 de agosto, quando Wander questionou o irmão sobre ele estar pendurado no Brasileirão. O indiciamento foi revelado com exclusividade pelo Metrópoles.
- Para a PF, as trocas de mensagens indicam que Bruno Henrique teria passado ao irmão informações antecipadas sobre o recebimento de cartão amarelo no confronto contra o Santos.

