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Vizinhos de fábrica incendiada em Itaquá não podem voltar para casa

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Vizinhos de fábrica incendiada em Itaquá não podem voltar para casa

Moradores que vivem no entorno da fábrica de solventes destruída por um incêndio, em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, ainda não estão autorizados a retornar às suas casas. Mesmo após o fogo ter sido extinto, equipes do Corpo de Bombeiros identificaram uma pequena emissão de fumaça no local e monitoram a possibilidade de reativação de focos isolados do incêndio.

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Incêndio em fábrica de solventes em Itaquaquecetuba
Fábrica foi evacuada preventivamente após incêndio atingir tanques de solventes. Imagens mostram chamas intensas e muita fumaça preta
Fábrica foi evacuada preventivamente após incêndio atingir tanques de solventes. Imagens mostram chamas intensas e muita fumaça preta
Fábrica foi evacuada preventivamente após incêndio atingir tanques de solventes. Imagens mostram chamas intensas e muita fumaça preta
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Metrópoles
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Fábrica foi evacuada preventivamente após incêndio atingir tanques de solventes. Imagens mostram chamas intensas e muita fumaça preta

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Incêndio em fábrica de solventes em Itaquaquecetuba
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Incêndio em fábrica de solventes em Itaquaquecetuba

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Segundo a Prefeitura de Itaquaquecetuba, neste momento, não há registro de chamas no local. No entanto, parte dos materiais químicos envolvidos apresenta reação ao contato com água e podem representar risco de reignição.

O incêndio ocorreu na tarde de terça-feira (4/8), na empresa Quema Química, localizada na Estrada do Bonsucesso. O fogo deixou um cenário de destruição e a ocorrência mobilizou 95 bombeiros e 33 viaturas, segundo a corporação. Após mais de 33 horas de combate às chamas, as equipes permanecem na fase de rescaldo.

A Defesa Civil Municipal mantém o monitoramento preventivo da região e, assim que houver autorização dos bombeiros, atuará de forma integrada na vistoria dos imóveis, avaliando individualmente as condições estruturais e de segurança de cada residência para retorno dos moradores. Por enquanto, a Estrada do Bonsucesso e todas as suas vias de acesso permanecem interditadas por medida de segurança.

Apesar do impacto na vida dos moradores, a prefeitura destaca que não há registro de famílias desabrigadas. As pessoas que precisaram deixar suas casas estão acolhidas por familiares ou pela rede de apoio comunitária. Não houve registro de vítimas na ocorrência.

As causas do incêndio ainda são desconhecidas e serão apuradas pelas autoridades durante uma perícia no local. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou que a indústria possuía o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) válido, documento oficial que certifica que o imóvel atende às regras de segurança contra incêndio e pânico.

A Licença de Operação da empresa, documento oficial junto a um órgão ambiental que autoriza o funcionamento da operação, porém, venceu em 29 de junho deste ano, de acordo com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). O órgão presta apoio operacional ao atendimento da ocorrência e avaliará os possíveis impactos ambientais após a conclusão das ações emergenciais.

Procurada pela reportagem, a Quema Química ainda não se pronunciou sobre o assunto. O espaço segue aberto.

O incêndio

Imagens divulgadas nas redes sociais registraram diversos focos de fogo e uma grande cortina de fumaça preta (veja acima) logo no início do incêndio. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a empresa armazenava cerca de 2 milhões de litros de líquidos inflamáveis, distribuídos entre tanques e recipientes industriais, o que aumentou a complexidade da ocorrência.

A fábrica armazenava produtos como tolueno, hexano, álcool etílico, acetato de etila, acetato de butila e resinas, todos utilizados como solventes industriais. Devido ao teor inflamável dos produtos químicos, foram registradas diversas explosões na área atingida.

Outros vídeos divulgados nas redes sociais mostram bueiros explodirem durante os incêndios. Na gravação, é possível ver diversas pessoas caminhando pela Estrada do Bonsucesso, quando os bueiros começaram a explodir. As explosões ocorreram bem ao lado dos populares e uma pessoa foi arremessada com o impacto (veja abaixo).

Um falso alerta de água contaminada começou a circular entre os moradores de Itaquaquecetuba, após os bueiros explodirem. O comunicado advertia que produtos químicos poderiam ter entrado em contato com a rede de água da região, porém a Sabesp e a prefeitura da cidade afirmaram que a informação é falsa.

Procurada pelo Metrópoles, a Sabesp informou que realizou vistorias e constatou que as redes de distribuição de água e de coleta de esgoto não foram afetadas pela ocorrência. A Sabesp ressaltou que o abastecimento da região é realizado pelo Sistema Alto Tietê, sem pontos de captação de água localizados nas proximidades das explosões. Desse modo, não há qualquer orientação para que a população deixe de consumir a água.

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