O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), apresentou uma notícia-crime contra o ex-vereador Camilo Cristófaro, pelos crimes de calúnia, injúria e difamação.
Na denúncia, Nunes pediu a abertura de um inquérito policial para que se investigue uma “campanha difamatória sistemática, contínua e dolosamente premeditada” realizada pelo ex-vereador.







O prefeito Ricardo Nunes (MDB) em coletiva de imprensa após evento da LIDE.
LIDE/ReproduçãoPrefeito de São Paulo, Ricardo Nunes
André Alisson/MetrópolesRicardo Nunes no Espaço da Cidade, camarote da prefeitura de São Paulo no Sambódromo
Divulgação/SECOMRicardo Nunes
William Cardoso/MetrópolesRicardo Nunes, prefeito de São Paulo
William Cardoso/MetrópolesCristófaro teve registro de candidatura negado pela Justiça
André Bueno/Câmara Municipal de São PauloO ex-vereador Camilo Cristófaro
Câmara Municipal de São PauloO vereador Camilo Cristófaro
Afonso Braga/Câmara Municipal de SPO vereador Camilo Cristófaro
Câmara Municipal de SPVereador Camilo Cristófaro foi ouvido proferindo uma frase racista durante sessão da Câmara Municipal. Corregedoria irá apurar o caso.
Afonso Braga/Câmara Municipal de São PauloCrimes alegados por Nunes
- O atual prefeito alegou ter sido vítima de calúnia ao dizer que Cristófaro afirmou em postagens que a sua gestão era “corrupta” e “irresponsável”, além de o associar a “dois escândalos por semana” e à “podridão do MDB”.
- Nunes também diz que foi vítima de difamação, quando o ex-vereador falou que o prefeito “destruiu a CET”, o responsabilizou pelo aumento de mortes no trânsito em São Paulo e disse que Nunes conduz um “governo de mentirinha“.
- A denúncia aponta que o crime de injúria também teria sido cometido por Cristófaro, quando o ex-vereador chamou o atual prefeito de “ingrato”, “desleal”, “sem currículo” e “cara de pau”.
O que diz o ex-vereador
Ao Metrópoles, Camilo Cristófaro afirmou que os comentários reproduzidos nas redes sociais “consistiram em mera reprodução e opinião sobre informações que já se encontravam em domínio público, sem a intenção de criar fatos, difamar, caluniar ou injuriar quem quer que seja”.
Leia também
Sobre a expressão “cara de pau”, o ex-vereador afirmou que usou uma figura de linguagem comum para expressar sua indignação e crítica diante das notícias, “não tendo sido proferida com o propósito de ofender a honra subjetiva do notificado ou de lhe atribuir fato criminoso”.
Por fim, o ex-vereador reafirmou que exerceu a liberdade de expressão e manifestação de pensamento, “sem extrapolar os limites da crítica ou agir com o intuito de causar dano à honra ou à imagem de qualquer pessoa” e que por isso não reconhece nenhum crime.

