Belo Horizonte – O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (5/7), a Operação Máscara Oculta para desarticular um esquema criminoso de falsos investimentos investigado por estelionato digital, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A ação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte e Contagem.
Durante a operação, foram apreendidos celulares, computadores, notebooks e pen drives, que passarão por perícia. O MPMG também solicitou à Justiça mandados de prisão contra os investigados, mas os pedidos não foram deferidos.
Segundo as investigações, o grupo utilizava perfis falsos em redes sociais para atrair pessoas interessadas em investimentos. Após o primeiro contato, as vítimas eram direcionadas para grupos de mensagens, onde supostos especialistas apresentavam oportunidades de alto rendimento e orientavam depósitos em empresas que se passavam por gestoras do mercado financeiro.
De acordo com o MPMG, essas empresas funcionavam como fachadas. Elas eram abertas em nome de terceiros, permaneciam ativas por pouco tempo e utilizavam nomes que transmitiam credibilidade. Depois de receber os depósitos, os investigados transferiam os valores entre diversas contas, encerravam as empresas e criavam novas estruturas para repetir o golpe.
As investigações apontam que as empresas já identificadas movimentaram mais de R$ 15 milhões. Apenas uma delas, que operou por cerca de dois meses, recebeu mais de R$ 5 milhões em depósitos. O número de vítimas e o prejuízo total ainda estão sendo apurados.

O coordenador regional de Defesa da Ordem Econômica e Tributária de Varginha, promotor Daniel Ribeiro Costa, alertou para o risco de propostas com ganhos acima da média do mercado. Segundo ele, a organização utilizava recursos tecnológicos e identidades falsas para conquistar a confiança das vítimas.
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Já o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Regional de Varginha, promotor Igor Serrano Silva, destacou que o combate aos crimes virtuais exige constante aprimoramento das forças de segurança e conscientização da população sobre os golpes praticados na internet.
A operação contou com a participação de dois promotores de Justiça, um delegado da Polícia Civil e 26 policiais militares. A investigação é conduzida pela Unidade de Combate ao Crime e à Corrupção (UCC) Regional de Varginha, com apoio do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa da Ordem Econômica e Tributária (Caoet) e do Gaeco de Varginha.

