Apesar de parecer óbvio para algumas pessoas, escolher um perfume vai muito além de decidir entre um aroma doce ou fresco. Cada fragrância pode transmitir personalidade, acompanhar diferentes momentos da rotina e até causar impressões distintas em quem está por perto. Assim, com tantas opções disponíveis, entender as famílias olfativas e saber o que observar antes da compra faz toda diferença.
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Ao Metrópoles, o perfumista César Veiga explica que as tendências da perfumaria acompanham as mudanças de comportamento do consumidor.
Embora famílias clássicas, como as florais e amadeiradas, continuem relevantes, os meses mais frios costumam impulsionar perfumes com notas mais intensas, como couro, açafrão e acordes licorosos.






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Getty ImagesNesse cenário, outro movimento em alta é a procura por fragrâncias de maior performance, como os eau de parfum, além da influência crescente da perfumaria árabe. “Essa diversidade reflete o desejo do público de usar a fragrância como ferramenta de autoexpressão para diferentes ocasiões e estados de espírito”, destaca.
Como escolher a opção certa?
Uma dúvida comum, segundo o especialista, é sobre como descobrir o perfume ideal. A verdade, porém, é que não existe uma fórmula única para encontrar a fragrância perfeita, fazendo com que a escolha dependa tanto do gosto pessoal quanto da imagem que cada pessoa deseja transmitir. Ainda assim, uma dica é observar quais aromas despertam boas sensações e fazem sentido para a rotina.
“Quem prefere fragrâncias delicadas ou mais discretas costuma se identificar com florais ou cítricos. Já quem busca uma presença mais intensa pode gostar de amadeirados, orientais ou gourmand”, exemplifica.

Além disso, também vale considerar a ocasião: perfumes leves funcionam melhor no dia a dia, enquanto os mais intensos costumam combinar com eventos especiais. “Experimentar a fragrância na própria pele também faz diferença. Cada fragrância interage de maneira única com a química da pele, revelando nuances particulares ao longo das horas”, comenta.
Conheça cada família olfativa
De acordo com César, conhecer as famílias olfativas facilita a escolha e ajuda a identificar perfumes com características semelhantes.

Confira cada uma delas:
- Florais: associadas à delicadeza, elegância e versatilidade.
- Frutadas: costumam transmitir sensação de alegria e descontração.
- Amadeiradas: oferecem profundidade e sofisticação.
- Orientais ou ambarados: apostam em notas quentes, especiadas e adocicadas.
- Cítricas: indicadas para quem prefere aromas leves e refrescantes.
- Gourmand: trazem notas inspiradas em ingredientes como baunilha, chocolate e caramelo, criando perfumes mais envolventes e confortáveis.
“Vale lembrar que essas famílias também podem aparecer combinadas em uma mesma fragrância, criando composições únicas e surpreendentes”, ressalta o perfumista do O Boticário.

O que está em alta e erros comuns
Entre as próximas tendências, Veiga destaca a combinação de flores com frutas, madeiras cremosas e acordes ambarados. Ingredientes como baunilha, sândalo e musk também devem continuar em evidência por transmitirem sensação de conforto, enquanto notas cítricas e verdes seguem importantes em perfumes mais frescos.
Por último, enfatiza que alguns dos maiores equívocos, na hora da compra, é decidir a fragrância logo nos primeiros minutos, além de testar muitas opções de uma só vez.
“As fragrâncias passam pelas notas de saída, de corpo e de fundo, e cada etapa apresenta características diferentes. Por isso, experimentar na pele e acompanhar sua evolução ao longo de algum tempo ajuda a conhecer melhor. Fazer pausas entre uma experimentação e outra contribui para uma experiência mais agradável”, conclui.

