O exame de DNA realizado pelo deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), após a acusação de estupro feita pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), identificou um “perfil genético único e completo”.
Gaspar, que é candidato a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, realizou o procedimento em 23 de abril na Polícia Científica de Alagoas.
O documento, obtido pela coluna com exclusividade, mostra que a coleta do material ocorreu por meio de dois swabs da mucosa oral do parlamentar. O exame foi realizado para antecipar a produção de provas e agilizar o esclarecimento das acusações.
O laudo aponta que o exame permitiu identificar o perfil genético do parlamentar a partir da análise de 23 loci (pontos específicos do DNA), resultando em um perfil considerado “único e completo”.
Esses 23 marcadores funcionam como uma espécie de impressão digital genética. Como todos foram identificados com clareza, o perfil obtido poderá ser comparado com outras amostras biológicas.
Com isso, o material poderá ser confrontado, por exemplo, com eventual material genético da adolescente de 13 anos mencionada por Lindbergh e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) ao fazerem as acusações em março deste ano.
“O estudo dos polimorfismos do DNA nuclear autossômico permitiu determinar o perfil genético de Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, tendo sido identificado um perfil único e completo (23 loci analisados), proveniente de indivíduo do sexo masculino, tecnicamente robusto para fins de confronto”, afirma o laudo.
O documento conclui: “Ante o exposto, conclui-se que o exame de DNA autossômico da amostra coletada de Alfredo Gaspar de Mendonça Neto permitiu a obtenção de um perfil genético único e completo de linhagem masculina, apto para fins de exames comparativos.”
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Acusação
O caso ganhou repercussão após o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) chamá-lo de “estuprador” durante a leitura do relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e acusá-lo de uma suposta paternidade. Até o momento, não foram apresentadas provas públicas que sustentem as acusações.
Após realizar o exame, Alfredo Gaspar gravou um vídeo nas redes sociais afirmando que decidiu se submeter voluntariamente ao procedimento e que foi alvo de acusações “covardes”. O parlamentar também associou o episódio a uma tentativa de desviar o foco de sua atuação política, citando críticas ao PT.
“Acabei de coletar o meu material genético e, por livre e espontânea vontade, pedi uma ordem judicial para fazer essa coleta. Fui acusado de forma covarde por um crime que jamais pratiquei, como cortina de fumaça justamente no dia em que pedi a prisão do filho do presidente da República”, declarou Gaspar.

