A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) vai buscar aumentar a exposição de polêmicas envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas próximas semanas. Um dos focos é tentar aproximar o senador do público feminino por meio de comparações com o petista.
Para isso, a ideia é passar a explorar de forma mais enfática “deslizes” cometidos por Lula nessa seara. Um dos exemplos é a declaração feita pelo presidente em seu discurso na convenção do PT no último fim de semana, que oficializou a candidatura à reeleição de Lula.
Em certo momento, ao falar do combate à violência doméstica, o petista disse que seu eleitor homem terá que “escolher”. “Ou ele vota em mim ou ele bate na mulher. Se bater na mulher, não precisa votar em mim”, afirmou. A busca pelo voto das mulheres é considerado decisivo pelas duas campanhas.
Outro elemento citado dentro da campanha de Flávio é o fato de o filho caçula do presidente, Luís Cláudio Lula da Silva, ter sido alvo de uma denúncia de violência doméstica, feita pela sua ex-companheira em 2024. A defesa de Luís Cláudio nega as acusações. Em julho daquele ano, a polícia decidiu não indiciar o caçula de Lula, após a investigação ser concluída sem constatar lesão corporal nem violência psicológica.
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Comparações com Lula
A avaliação geral na campanha do “filho 01” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é de que Lula tem sido poupado no noticiário e que o pleito será pautado por comparações.
O sentimento é que Flávio tem tido contradições expostas dentro da própria direita, como os atritos com Michelle Bolsonaro (PL), a dificuldade em atrair alianças e as diferenças ou semelhanças com o pai, enquanto as comparações com Lula ainda são tímidas.
Neste sentido, haverá um esforço para que o eleitor indeciso “lembre quem é o Lula”. Os inquéritos recentes abertos pela Polícia Federal (PF) contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, também serão explorados.

