Antes de anunciar o senador Alfredo Gaspar (PL) como o vice de sua chapa na disputa à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) consultou o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sobre a possibilidade de indicar Michelle Bolsonaro (PL) para o posto.
A conversa ocorreu na última sexta-feira (31/7), quando Flávio se reuniu com Nunes e Tarcísio após um café da manhã com vereadores da capital. O encontro foi articulado pelo prefeito de São Paulo, como forma de demonstrar seu empenho na campanha do filho 01 na cidade.
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De acordo com relatos, Flávio perguntou aos dois o que achavam de Michelle como vice. A dupla vinha mantendo contato com Rogério Marinho (PL), coordenador da campanha do senador, sobre o assunto. Na leitura dos próprios aliados, no entanto, a chance do movimento se concretizar era remota.
A interlocutores, Tarcísio elogia Michelle e diz considerá-la um bom quadro. Já Nunes chegou a conversar com a presidente do Podemos, Renato Abreu, defendendo que ela aceitasse a vaga de vice. A indicação não se concretizou após resistências de diretórios estaduais do partido. Um dos entraves foi o Maranhão.
Atritos
Os problemas de relação entre Flávio e a madrasta ficaram evidentes após Michelle divulgar dois vídeos fazendo críticas ao enteado. Nas publicações, ela afirmou ter sido “desrespeitada”, “maltratada” e “humilhada” pelo senador durante uma ligação telefônica. Após um pedido público de desculpas por parte de Flávio, Michelle gravou novo vídeo aceitando o pedido, buscando selar a paz no clã Bolsonaro.
No último domingo (2/8), a ex-primeira-dama foi oficializada como candidata ao Senado no Distrito Federal durante convenção distrital do PL. O evento teve a presença de Flávio.

