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União Brasil e PP abandonam Douglas Ruas e rompem com PL no Rio

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União Brasil e PP abandonam Douglas Ruas e rompem com PL no Rio

A federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, decidiu, no inicio da tarde desta terça-feira (4/8), não apoiar a candidatura do deputado estadual Douglas Ruas (PL) ao governo do Rio de Janeiro.

Em convenção estadual, os dois partidos optaram por adotar uma posição de neutralidade na disputa pelo Palácio Guanabara, encerrando a aliança anunciada em fevereiro.

A decisão foi tomada a um dia do fim do prazo para a realização das convenções partidárias, que se encerra nesta quarta-feira (5/8), o que elimina as chances de Ruas conquistar novos aliados e recompor a chapa.

A tendência, agora, é que o PL confirme uma chapa inteiramente formada por filiados ao partido, a chamada chapa “puro-sangue”, com candidatos próprios para vice-governador e para a segunda vaga ao Senado.

A decisão representa mais um revés para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato do partido à Presidência da República e um dos principais articuladores da candidatura de Ruas.

O Rio de Janeiro é o reduto político da família Bolsonaro, que tratava a aliança com a federação como estratégica para fortalecer o palanque estadual e ampliar a campanha presidencial no estado.

O rompimento também frustra os planos do PL no Rio. Até os últimos dias, dirigentes do partido trabalhavam com a expectativa de que a federação mantivesse o acordo firmado no início do ano.

Na semana passada, o presidente estadual da legenda, deputado Altineu Côrtes, afirmou ter recebido garantias de que União Brasil e PP permaneceriam na chapa de Douglas Ruas.

A decisão ocorre após uma sequência de mudanças que enfraqueceu a candidatura do PL. O ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP), anunciado em fevereiro como candidato a vice-governador, desistiu da disputa. Com isso, Ruas chegou à convenção do partido sem um nome definido para a vaga.

Na segunda-feira (3/8), outro aliado deixou o projeto. O ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União), indicado pela federação para disputar o Senado, anunciou que desistiu da candidatura e tentará uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Chapa pura do PL

Sem Canella e sem o apoio da federação, o PL deve preencher as vagas de vice-governador e da segunda candidatura ao Senado com nomes do próprio partido.

Segundo interlocutores do partido, o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) deve ser anunciado como candidato ao Senado ao lado do senador Carlos Portinho (PL-RJ), que já havia sido escolhido para disputar a reeleição.

A tendência, ainda de acordo com esses dirigentes, é de que a vereadora de Niterói Fernanda Louback (PL) seja anunciada como candidata a vice.

Além de reduzir o espaço político de Douglas Ruas, a decisão dificulta a tentativa do candidato, que tem aparecido atrás do ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD) nas pesquisas, de ampliar a base eleitoral durante a campanha.

A aliança com União Brasil e PP era considerada estratégica pelo PL por reunir dois partidos com forte presença no estado.

A neutralidade adotada no Rio acompanha o movimento da União Progressista no cenário nacional. A federação também decidiu não apoiar a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, rejeitando a aliança defendida pelo senador.

Com isso, União Brasil e PP também deixaram de indicar o candidato a vice na chapa presidencial do PL, como pretendia o partido nas negociações conduzidas por Flávio Bolsonaro.