A equipe de Tarcísio de Freitas (Republicanos) projeta que a campanha de reeleição pode ter menos arrecadação de pessoas físicas em relação ao pleito de 2022, quando o governador venceu Fernando Haddad (PT) no segundo turno da disputa pelo governo de São Paulo.
A avaliação é de que os bons resultados nas últimas pesquisas de intenção de voto e a vantagem até o momento considerada confortável em relação ao petista têm gerado um clima de “já ganhou” no empresariado, o que pode ter efeito de desmotivar doadores a enviar recursos para a campanha.
Pesquisa do Instituto Vox Brasil divulgada nesse domingo (2/8) apontou Tarcísio vencendo já no primeiro turno, com 52,9% das intenções de voto.
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Em 2022, a campanha do ex-ministro da Infraestrutura arrecadou cerca de R$ 19 milhões junto a pessoas físicas, quantia bem acima do recebido pelos seus principais adversários. O então governador Rodrigo Garcia (PSDB), que disputava a reeleição, contou com R$ 2,2 milhões em doações privadas, enquanto Fernando Haddad teve apenas R$ 130,3 mil arrecadados.
Um dos maiores doadores de Tarcísio naquela eleição foi Fabiano Zettel, cunhado e braço direito do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Em março desse ano, Zettel foi preso por conta das investigações do escândalo Master. O pastor repassou R$ 2 milhões à campanha de Tarcísio.
A campanha ainda recebeu doações de grandes empresários, como Frederico Carlos Gerdau Johannpeter, vice-presidente do Conselho de Administração do Grupo Gerdau, e Rubens Ometto, presidente do Conselho de Administração do Grupo Cosan.
Rejeição ao PT e fator Kassab
Na avaliação de aliados, na última eleição, o empresariado se mobilizou em prol de Tarcísio quando ele começou a crescer nas pesquisas, se mostrando um candidato mais competitivo que Rodrigo Garcia para evitar uma vitória do PT.
Naquela eleição, Haddad passou boa parte da corrida liderando as pesquisas de intenção de voto. A aproximação de Tarcísio com empresários paulistas e representantes dos setores produtivos do estado contou com a ajuda de integrantes da equipe de Paulo Guedes no Ministério da Economia na gestão Jair Bolsonaro.
Outro personagem importante nessa aproximação foi o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que em 2022 decidiu apoiar Tarcísio no primeiro turno e possui forte trânsito no empresariado paulista.
Neste ano, embora o partido esteja na coligação, a expectativa de aliados do governador é que Kassab não se engaje na campanha estadual da mesma forma, já que estará focado na campanha presidencial de Ronaldo Caiado (PSD), na qual é vice na chapa.

