Cerca de 1,5 mil aves apreendidas no criatório do empresário Alexandre Bertolucci (foto em destaque), casado com Kátia Aveiro, irmã do jogador Cristiano Ronaldo, começaram a ser recolhidas nesta terça-feira (4/8) por órgãos ambientais. A medida é um desdobramento da operação deflagrada entre os dias 16 e 17 de julho contra um suposto esquema de criação, preparação e comercialização de galos para rinhas.
À coluna, o delegado Gustavo Brentano, responsável pela investigação, esclareceu que a ação desta terça não foi realizada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS).
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“Essa ação não foi realizada pela Polícia Civil, mas pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Seapi, que recolheram os animais, os quais, por questões sanitárias, serão abatidos”, afirmou o delegado.
Desde a apreensão, as aves estavam sob responsabilidade dos órgãos administrativos responsáveis pelas áreas ambiental e agropecuária.
Em nota, a defesa de Alexandre afirmou receber “com profunda tristeza e inconformidade” a operação que resultou no recolhimento de todas as aves do criatório.
Os advogados sustentam que os animais recebiam cuidados permanentes, alimentação adequada, acompanhamento veterinário e manejo técnico especializado. Segundo a defesa, tratava-se de um criatório voltado ao aprimoramento genético avícola, desenvolvido ao longo de anos.
“A defesa acompanhará todos os desdobramentos da operação e adotará as medidas jurídicas cabíveis para questionar a necessidade e a proporcionalidade da medida, na convicção de que existiam alternativas capazes de preservar a vida dos animais”, diz a nota.
Relembre o caso
Como a coluna revelou em 22 de julho, Alexandre Bertolucci é investigado pela PCRS por suspeita de envolvimento em um esquema de criação, preparação e comercialização de galos destinados a rinhas no Rio Grande do Sul.
O empresário foi um dos alvos da operação deflagrada pela Delegacia de Polícia de Proteção ao Meio Ambiente (Dema/Deic) entre os dias 16 e 17 de julho, quando foram cumpridos três mandados de busca e apreensão nos municípios de Gramado e Igrejinha.
Na ocasião, o delegado Gustavo Brentano informou à coluna que aproximadamente 1,5 mil aves da raça Mura foram encontradas durante as fiscalizações. Parte dos animais apresentava sinais de maus-tratos, segundo a investigação.
As diligências também resultaram na apreensão de celulares, documentos que, de acordo com a Polícia Civil, indicariam a comercialização das aves, além de uma arma de fogo.

