A Justiça de São Paulo determinou que o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, de 54 anos, seja apresentado ao Fórum Criminal da Barra Funda, no próximo dia 28, para a continuidade da audiência do processo no qual ele é réu pela morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana.
O oficial, mantido no Presídio Romão Gomes, na zona norte paulistana, deverá chegar ao fórum às 9h, uma hora antes do início do ato. O intervalo será usado para revista e uma conversa reservada entre Geraldo e sua defesa. A ordem foi expedida nesta segunda-feira (3/8) pela 5ª Vara do Júri.







Publicação no Diário Oficial garante salário integral ao coronel, que somou mais de R$ 28 mil, enquanto a PM Gisele recebia R$ 7 mil
Reprodução/TJMMesmo orientado a aguardar, coronel insiste em acessar o interior do apartamento
Reprodução/Polícia CivilConversas revelam tensão e dificuldade dos policiais em conter superior na cena
Reprodução/Polícia CivilO interrogatório do tenente-coronel havia sido adiado porque seu advogado pediu um laudo pericial complementar. Ele também solicitou as gravações feitas no 8º DP (Brás) durante a reprodução das versões apresentadas pelo réu e por testemunhas.
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Assédio moral e sexual
Na mesma audiência, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) pediu para que a Corregedoria da Justiça Militar também investigue relatos de assédio moral e sexual supostamente praticados por um superior hierárquico contra uma testemunha protegida. O pedido foi deferido.
Geraldo está preso desde 18 de março e responde por feminicídio e fraude processual. Gisele, de 32 anos, morreu com um tiro na cabeça, disparado pela arma do marido, em 18 de fevereiro, no apartamento em que o casal vivia no Brás, no centro da capital paulista.
O coronel afirma que a esposa tirou a própria vida. A Polícia Civil concluiu, porém, que os laudos e demais elementos colhidos tornaram a hipótese de suicídio inviável.
A investigação também apontou que conversas sobre a separação do casal teriam sido apagadas do celular de Gisele após a morte. As mensagens foram recuperadas pela perícia e, segundo a polícia, contrariaram a versão apresentada pelo oficial da PM.

