Após ter a candidatura à reeleição confirmada, nesse domingo (2/8), em uma convenção realizada em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltará ao estado — maior colégio eleitoral do país — para o primeiro ato de campanha. A verdadeira largada da disputa eleitoral está marcada para 16 de agosto, no Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, no ABC, na região metropolitana.
O local escolhido tem forte apelo simbólico, já que foi o berço político de Lula, onde ele liderou movimentos sindicais na década de 1980. Além disso, São Paulo integra a estratégia de tração para diminuir a resistência histórica do estado em relação ao PT.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, o presidente convocou apoiadores para o evento. “Chegou a hora de voltar onde tudo começou”, destacou o post.
Todas candidaturas devem ser registradas na Justiça Eleitoral até 15 de agosto. No Brasil inteiro, a campanha eleitoral começará no dia seguinte.
Neste ano, o PT tem PSB, PCdoB, PV, PDT, PSol e Rede como aliados no pleito presidencial. O principal adversário de Lula, Flávio Bolsonaro (PL), não firmou coligações.
“Presidente do Bolsa Família”
Durante a convenção partidária, nesse domingo, Lula afirmou que não quer ser “só o presidente do Bolsa Família”. “É preciso ser mais. A gente vai ter que mudar de comportamento, a gente vai ter que ser mais ousado para mudar muita coisa”, avaliou.
Em seguida, defendeu tratar a educação como investimento, com a aprovação de um plano de 10 anos para resolver “definitivamente” os problemas da área.
O presidente também minimizou resultado de sondagens eleitorais, que o colocam na frente do principal adversário, o também candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL-RJ). “Eu quero dizer a todo mundo que não fique preocupado com pesquisa, nem se estiver bom e nem se não estiver bom. A guerra não começou, o campeonato não começou, ele vai começar agora”, disparou.
Na convenção, Lula apontou que “vai ter briga por emenda parlamentar” com o Legislativo e ainda criticou o Fundo Partidário, que, segundo ele, “está levando os partidos à promiscuidade”. “Eu quero que vocês saibam que eu sou triste com a política de hoje. Eu preferia o meu partido quando a gente tinha que vender uma camiseta para arrumar dinheiro, para colocar gasolina, para fazer outro comício”, opinou.







O presidente Lula na convenção do PT em SP que confirmou sua candidatura à reeleição
Reprodução/YouTubeO presidente Lula na convenção do PT em SP que confirmou sua candidatura à reeleição
Reprodução/YouTubeO presidente Lula na convenção do PT em SP que confirmou sua candidatura à reeleição
Reprodução/YouTubeO presidente Lula na convenção do PT em SP que confirmou sua candidatura à reeleição
Reprodução/YouTubeFernando Haddad na convenção que confirmou a candidatura de Lula à reeleição na Presidência da República
PT/YouTube/ReproduçãoFernando Haddad na convenção que confirmou a candidatura de Lula à reeleição na Presidência da República
PT/YouTube/ReproduçãoFernando Haddad na convenção que confirmou a candidatura de Lula à reeleição na Presidência da República
PT/YouTube/ReproduçãoGeraldo Alckmin, vice-presidente, na convenção que oficializou a candidatura à reeleição do presidente Lula
PT/YouTube/ReproduçãoGeraldo Alckmin, vice-presidente, na convenção que oficializou a candidatura à reeleição do presidente Lula
PT/YouTube/ReproduçãoHaddad discursa na convenção partidária que oficializou candidatura de Lula à reeleição
Alessandra Ferreira/MetrópolesHaddad discursa na convenção partidária que oficializou candidatura de Lula à reeleição
Alessandra Ferreira/MetrópolesAdereços do PT à venda na convenção partidária que oficializou candidatura de Lula à reeleição
Alessandra Ferreira/MetrópolesConvenção de Lula
Em um longo discurso logo, nesse domingo, Lula defendeu a soberania nacional, além de fazer acenos às mulheres e aos idosos. Aos 80 anos, o líder petista busca o quarto mandato presidencial, fato inédito na história política do país.
Durante o evento, Lula foi incisivo em relação aos casos de violência de gênero. Também fez um aceno incisivo ao eleitorado feminino: “Quem bate em mulher, não vota em mim”, disse. “Quero criar uma sociedade que respeita mulher”, afirmou. “Quando ele [homem] sentir raiva de uma mulher, ele tem que lembrar de onde ele veio: da barriga de uma mulher.”
O presidente alegou que não precisa “inventar nada” para convencer o povo brasileiro. “O que motiva um governo nas eleições é seu legado. Quem não fez [nada], não tem o que prometer”, declarou.
A confirmação da candidatura de Lula foi anunciada pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, que ratificou a homologação da chapa. “Terminou nesse exato momento a nossa convenção oficial e, daqui a pouco, nós vamos dar início ao nosso ato político. Vamos celebrar essa construção política que é histórica, a construção política que vai reeleger o presidente Lula”, afirmou.
Lula repete nestas eleições a chapa vitoriosa de 2022, com Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice. Alckmin teve a candidatura confirmada na convenção nacional da legenda, em Brasília, na última quarta-feira (29/7), em evento com a participação do presidente e de líderes partidários.

