Belo Horizonte — Durante a convenção do PSD em Minas Gerais, neste domingo (2/8), o senador Carlos Viana (PSD) afirmou que “tentaram tirar as investigações do filho do presidente” e declarou ter confiança de que “a verdade vai aparecer”. A declaração foi feita ao comentar as investigações envolvendo o empresário Luís Cláudio Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
Lulinha passou a ser investigado pela Polícia Federal após autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O inquérito, que tramita sob sigilo, apura suspeitas de corrupção e tráfico de influência em negócios relacionados à cannabis medicinal no Ministério da Saúde.
A investigação busca esclarecer se Lulinha teria usado sua influência para beneficiar uma consultora e o lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, preso por suspeita de fraudes em descontos de aposentadorias.
Leia também
“Se parlamentar, se político de qualquer partido, se ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), quem tiver que ser investigado tem que ser investigado. É o que a população espera e eu tenho coragem de dizer aos mineiros que nós vamos encarar esses desafios em Minas Gerais”, disse Viana.
Ele também voltou a defender a criação de uma CPI para investigar o Banco Master.
Apoio ao Caiado
Durante a convenção, Viana também reafirmou apoio ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), na disputa pela Presidência da República. Segundo ele, a prioridade do PSD em Minas é fortalecer a candidatura do goiano no estado, apesar de Simões já ter declarado apoio ao ex-governador Romeu Zema (Novo).
“O PSD tem um candidato muito bem definido, que é Ronaldo Caiado. Hoje nós temos um compromisso de construir um grande palanque para Ronaldo Caiado em Minas Gerais.”
Questionado sobre a indefinição da segunda vaga ao Senado na chapa governista, Viana disse não ver problemas caso outro nome seja escolhido para compor a candidatura.
“São duas vagas. Eu nunca coloquei dificuldade, sempre dei ao governador Mateus Simões liberdade para negociar com quem quer que seja. A minha tranquilidade vem do trabalho que realizei no Senado. A minha preocupação é trabalhar.”
Marcelo Aro fica de fora
A composição da chapa chegou a prever uma segunda indicação ao Senado para o ex-secretário de Estado Marcelo Aro (PP), mas o cenário mudou após a reviravolta envolvendo o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos).
Conforme reportagem publicou nesse sábado (1º/8), Cleitinho venceu a disputa interna no Republicanos e deve ser confirmado como candidato ao governo de Minas. No momento de indefinição, Aro foi cotado para preencher a vaga, o que desagradou o PSD.
Simões chegou a afirmar que estava decepcionado com a decisão de Aro de deixar o projeto de reeleição para lançar uma candidatura própria ao Executivo estadual.
No entanto, com a retomada da candidatura de Cleitinho ao Palácio Tiradentes, a possibilidade de Aro disputar o Senado ao lado de Simões foi descartada.

