Segundo comunicado das autoridades da República Democrática do Congo divulgado nesta sexta-feira (31/7), o número de casos de ebola no país subiu para 3.532, com 1.556 mortes confirmadas. Os dados colocam o surto como o segundo maior já registrado na história da doença.
Somente o surto ocorrido na África Ocidental, entre 2014 e 2016, teve proporção maior, com 28.616 casos e 11.310 mortes registradas. Na ocasião, Guiné, Libéria e Serra Leoa foram os principais países afetados. As informações são da Organização Mundial da Saúde (OMS).
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Dois meses antes de o surto ser confirmado, pesquisadores dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) já haviam apontado que a epidemia atual no Congo poderia se tornar uma das maiores da história, caso medidas adequadas não fossem tomadas.
Os casos no Congo estão sendo causados pela cepa Bundibugyo, uma linhagem rara e letal do ebola contra a qual não há vacina ou tratamento atualmente. Além disso, pelo fato de o surto estar ocorrendo em zonas de conflitos armados e locais com estrutura hospitalar precária, o controle e o acesso das equipes médicas tornam-se mais complicados.
Uganda é declarado livre do ebola
Apesar da situação complicada no Congo, Uganda, país vizinho aos congoleses, foi declarado livre do vírus ebola após completar mais de um mês sem novos registros da doença. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde ugandês na quarta-feira (29/7), e a constatação foi feita a partir do protocolo indicado pela OMS.

