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Anorgasmia: veja quando a dificuldade de atingir o ápice vira alerta

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Anorgasmia: veja quando a dificuldade de atingir o ápice vira alerta

Embora o orgasmo seja frequentemente tratado como o “destino final” da relação sexual, nem todas as pessoas conseguem alcançá-lo com facilidade. A anorgasmia, que se caracteriza pela dificuldade recorrente ou ausência de orgasmo, é mais comum do que se imagina e merece atenção, já que pode estar ligada a diferentes aspectos da saúde física e mental.

O que está por trás

Ao contrário do que muita gente acredita, essa dificuldade nem sempre está ligada à falta de desejo sexual. Em entrevista ao Metrópoles, a ginecologista e sexóloga Juliana Honorato explica que uma pessoa pode sentir vontade de fazer sexo, mas ainda assim não conseguir atingir o orgasmo por uma dificuldade na resposta do organismo aos estímulos.

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“É por isso que muitas vezes a pessoa tem vontade, mas não consegue atingi-lo por conta de algumas dificuldades que o corpo tem em responder adequadamente aquele estímulo e gerar a manifestação do orgasmo”, afirma.

Segundo a especialista, tanto o desejo sexual quanto a capacidade de atingir o orgasmo podem ser influenciados pelo momento de vida, pela forma como a sexualidade foi construída, pela autoestima e pela maneira como a pessoa explora o próprio erotismo.

O que deve ser observado

A anorgasmia, quando frequente e constante, não dever ser encarada como algo normal, mas Juliana ressalta que a dificuldade em chegar ao orgasmo nem sempre caracteriza um problema de saúde. O sinal de alerta aparece quando a situação persiste por mais de três meses, ocorre de forma recorrente, independentemente do tipo de relação, e causa sofrimento ou incômodo para a pessoa.

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“Não existe um exame, ele é um diagnostico clínico, feito predominantemente pela anamnésia, uma entrevista clínica na consulta. Pode ser preciso uma avaliação multiprofissional, ou seja, o ginecologista pode ter ajuda de um sexólogo, psiquiatra ou fisioterapeuta para um tratamento, mas o importante é procurar um profissional especializado”, comenta Juliana.

Como tratar

Quanto ao tratamento, Honorato destaca que não existe uma abordagem única, já que tudo depende da causa da dificuldade. Entre as mulheres, uma das motivações mais frequentes é a falta de conhecimento sobre o próprio prazer.

“No caso das mulheres, os principais fatores são o desconhecimento sobre o orgasmo, já que muitas sequer aprenderam a reconhecer esse prazer. Uma grande parte conheceu primeiro a relação sexual e, depois, a própria satisfação. Por isso, na hora do ato, não sabem o que procuram”, conclui.

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