Um terremoto de magnitude 5,6 atingiu a região de Pucallpa, no Peru, próxima à fronteira com o Brasil, na noite desta quinta-feira (30/7), segundo informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês).
Pucallpa é a principal cidade da região de Ucayali, na Amazônia peruana, e fica no leste do Peru, a poucas centenas de quilômetros da fronteira com o Brasil. A cidade está relativamente próxima do estado do Acre e é considerada um dos principais centros urbanos da região amazônica do país.
De acordo com o órgão, o tremor ocorreu às 00h58 UTC (21h58 no horário de Brasília), com epicentro a cerca de 13 quilômetros a leste-nordeste de San Fernando, no leste peruano. O abalo foi registrado a uma profundidade de 154,4 quilômetros.
Apesar da magnitude, o USGS classificou o evento com alerta verde para mortes e perdas econômicas, indicando baixa probabilidade de vítimas ou danos significativos.




Segundo a avaliação do serviço geológico norte-americano, terremotos com essa profundidade tendem a provocar menos destruição na superfície do que tremores rasos, embora possam ser sentidos em uma área mais ampla.
Até a publicação desta reportagem, não havia relatos oficiais de feridos, mortes ou danos materiais provocados pelo terremoto. As autoridades peruanas também não haviam emitido alertas de tsunami, uma vez que o epicentro foi registrado em área continental e a grande profundidade reduz esse tipo de risco.
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Novo abalo em duas semanas
O novo abalo ocorre menos de duas semanas após um terremoto de magnitude 5,5 atingir a região central do Peru. Na ocasião, ao menos cinco pessoas morreram, mais de 20 ficaram feridas e cerca de 300 tiveram de deixar suas casas, segundo as autoridades peruanas.
Uma das localidades mais afetadas foi Chongo Bajo, região agrícola onde moradores passaram a noite ao relento após as residências serem danificadas.
O Peru está localizado no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, faixa de intensa atividade sísmica que concentra cerca de 90% dos terremotos registrados no mundo. Por essa razão, tremores de diferentes magnitudes são frequentes no país.

