Aliados do senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmam que o parlamentar deve manter o argumento de que solicitou audiência com o ministro do STF André Mendonça, dias antes da deflagração da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, para tratar de temas relacionados à Bahia, seu reduto eleitoral.
Segundo interlocutores, Jaques sustentará que pediu o encontro a pedido de um prefeito do interior do estado, para discutir um assunto de natureza político-administrativa. Como a coluna antecipou, os dois chegaram a se reunir no gabinete do ministro.





Presidente Lula e o ex-líder do governo no Senado Jaques Wagner
Paula Froes/Assessoria Jaques WagnerSenador Jaques Wagner foi alvo de operação da PF
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.fotoSenador foi alvo de investigação da PF
Senador Jaques Wagner deixou liderança do governo após suposto envolvimento com o Master
Daniel Ferreira/MetrópolesComo mostrou o Metrópoles, em reportagem da coluna de Manoela Alcântara, na decisão da quinta-feira (3), em que autorizou medidas de monitoramento e acesso a dados de parlamentares ligadas à investigação sobre uma cúpula do Banco Master, o ministro André Mendonça manifestou preocupação com um possível vazamento de informações sigilosas.
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No documento, o ministro descreve um episódio que classificou como “agudo” e que, em sua avaliação, sugere que alvos da Operação Compliance Zero podem ter tido acesso antecipado a informações protegidas por sigilo.
De acordo com a decisão, em 9 de junho de 2026, mesmo dia em que a Polícia Federal protocolou os pedidos de quebra de sigilo e de monitoramento, um dos investigados solicitou uma audiência no gabinete de Mendonça. Esse investigado seria o senador Jaques Wagner.
O que chamou a atenção do relator foi o momento do pedido: ele foi registrado antes mesmo da distribuição oficial de parte das representações apresentadas pela Polícia Federal.
Para Mendonça, essa sequência de fatos reforçou a necessidade da adoção de medidas urgentes, incluindo a operação autorizada. Na avaliação do ministro, há indícios de que a organização investigada teria capacidade de monitorar a atuação de autoridades e investigadores, o que já teria comprometido diligências em fases anteriores.

