A falha operacional que atrasou a abertura do pregão da Bolsa brasileira (B3) nesta sexta-feira (31/7) traz insegurança e limita a operação dos investidores. Essa é a avaliação de analistas do mercado de capitais.
Para João Vitor Saccardo, responsável pela mesa de renda variável da Convexa, na prática, o problema na B3 impede a negociação de todos os ativos. “Isso afeta as curvas futuras, o Mini Índice e o Mini Dólar, assim como as transações com as ações”, afirma.
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Além disso, ele considera que o entrave provoca incerteza. “No fim do pregão de ontem ocorreram movimentos importantes, como a divulgação do balanço da Amazon”, afirma. “O investidor fica no escuro.”
Saccardo ressalta que o único dado ao qual os investidores têm acesso na manhã desta sexta-feira é uma prévia do EWZ (iShares MSCI Brazil ETF). No caso, trata-se de um fundo de índice negociado na bolsa dos Estados Unidos. Ele replica o desempenho de ações de empresas brasileiras, funcionando como um “Ibovespa dolarizado”.
“Insegurança”
Danilo Coelho, que atua no mercado financeiro, também destaca que o problema da B3 deixa os investidores “inseguros”. “Principalmente, os internacionais que acabam olhando para o Brasil e veem falhas operacionais que não deveriam ocorrer”, diz. “Isso acaba minando um pouco a confiança dos investidores em geral.”
Coelho observa que o entrave, além de limitar as transações, pode provocar oscilações. “Podemos ter uma volatilidade muito grande na abertura do pregão, porque todo tipo de negociação que deveria ocorrer pela manhã vai ficar represado até a abertura oficial da Bolsa.”

