Após seu primeiro filho dizer que o irmão não estava se mexendo, Amanda Braverman-Brohn, com 37 semanas de gestação na época, correu para o hospital e foi submetida a uma cesariana, que salvou a vida do bebê. Atualmente, com 45 anos e mãe de cinco filhos, a norte-americana de Wisconsin, nos EUA, dedica-se a defender a educação fetal e ensina outros pais sobre a importância de monitorar os movimentos fetais.
Tudo começou há 18 anos, em 2008, quando ela estava grávida de Preston, seu segundo filho à época. Ela estava de repouso absoluto por conta de um possível trabalho de parto prematuro.
Com 37 semanas de gestação, em uma certa manhã, a norte-americana teve a sensação de que não havia mais feto em seu útero, como ela disse à People: “Simplesmente senti um vazio por dentro”.
No mesmo dia, o alerta dela aumentou após o seu primeiro filho, Aiden, que costumava brincar de ser médico e com seu estetoscópio de brinquedo ouvia o irmão se movimentar na barriga.
Ele sempre dizia depois de encostar o brinquedo na barriga, conta ela: “O bebê está bem. O bebê está ótimo”. Mas, naquele dia, a frase de Aiden foi diferente; ele disse: “O bebê não está bem”. Nesse momento, apavorada, Amanda correu para o hospital, pois suas suspeitas eram grandes de que algo realmente estava acontecendo com Preston.
Ao chegar à unidade médica, ela foi submetida a uma cesariana às pressas. Quando seu segundo filho nasceu, ele havia sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC), mas por ela ter ido ao hospital no momento certo, a equipe médica conseguiu salvá-lo e reanimá-lo na sala de cirurgia. Naquele dia, o primeiro filho salvou a vida do segundo.
“Ensinar uma futura mãe a monitorar os movimentos do feto e explicar por que isso é importante não é invasivo. Elas podem fazer isso em casa. Podem se defender. Elas adquirem esse conhecimento que as capacita a usar sua voz e se manifestar”, compartilha ela à People.
Em junho deste ano, Preston se formou no ensino médio, e Amanda diz que esse momento foi ainda mais emocionante. “A formatura dele me lembrou que eu havia começado a dar aos momentos comuns mais importância. A vida é frágil e a vida é especial”, conclui ela.
De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), a morte fetal atinge cerca de um em cada 175 nascimentos. Nos EUA, praticamente 21 mil bebês nascem mortos a cada ano.
Após o que aconteceu com a segunda gravidez de Amanda, ela passou a se dedicar a defender a educação fetal, ensinar outros pais sobre a importância de monitorar os movimentos fetais e prevenir natimortos.
Recentemente, ela fundou a Moving Forward Foundation e recebeu o prêmio Daily Point of Light da Points of Light, fundação criada pelo presidente George H.W. Bush que promove o voluntariado em todo o mundo.

