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Caiado compara Lulinha a Flávio Bolsonaro: "Pai que protege filho"

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Caiado compara Lulinha a Flávio Bolsonaro: "Pai que protege filho"

O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) comparou o filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao senador Flávio Bolsonaro (PL), sem citar diretamente o nome dele,  após o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizar a Polícia Federal a investigar o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

“É uma monarquia disfarçada de república, onde o rei protege o príncipe. Estou falando de Lula e Lulinha, mas pode ser interpretado como outro pai que protege outro filho. Já passou da hora de acabar com essa farsa!”, disse pelas redes sociais.

Filho investigado por vender acesso ao governo e o pai que finge não ver. Esse é o retrato da novela política chamada PT, em cartaz há décadas sempre com o mesmo enredo, sempre com os mesmos personagens. É uma monarquia disfarçada de república, onde o rei protege o príncipe.…

— Ronaldo Caiado (@ronaldocaiado) July 30, 2026

O ministro André Mendonça autorizou na quinta-feira (30/7) a abertura de inquérito sobre supostos crimes de corrupção e tráfico de influência no Ministério da Saúde por negócios relacionados à cannabis medicinal.

Ontem, o presidente Lula disse que não usará o cargo para proteger o filho.  Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., o petista garantiu que “não haverá nenhum privilégio” no julgamento do filho e, se for culpado, o empresário terá de pagar pelos crimes.

“Se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como filho de qualquer pessoa, como eu [fui]. Não haverá nenhum privilégio. Eu jamais pedirei para um delegado ou para um juiz não fazer as coisas corretas”, afirmou o presidente. “Se for julgado, ele virá para cá, não vai ficar escondido, não. Não vou utilizar o meu cargo para proteger”, afirmou.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas e advogado de Lulinha, disse que recebeu a notícia da investigação com perplexidade, mas, ao mesmo tempo, com serenidade. “É estranha a notícia sobre a instauração de um novo inquérito. A impressão que passa é de que a Polícia Federal está promovendo uma espécie de fishing expedition, o que é muito grave. Recebemos, portanto, com estranheza, mas com tranquilidade”, disse.

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