Com o PP recusando a possibilidade de coligar com o PL para ter a senadora Tereza Cristina como vice de Flávio Bolsonaro, empresários do agronegócio buscam uma solução alternativa.
A ideia levada tanto a Tereza quanto a Flávio seria inverter a composição da chapa: ter a senadora como cabeça de chapa e o filho de Jair Bolsonaro como candidato a vice-presidente.




Senador Flávio Bolsonaro é o pré-candidato à Presidência do Partido Liberal (PL)
Luis Nova/Metrópoles @LuisGustavoNovaTereza Cristina e Flávio Bolsonaro
Carlos Moura/Agência Senado e Andressa Anholete/Agência SenadoTereza Cristina e Bolsonaro
Gustavo Moreno/ Especial MetrópolesO argumento se baseia em dois pontos. O primeiro é que uma candidatura majoritária liderada por Tereza teria mais aceitação dentro da federação União Progressistas, que hoje rejeita apoiar Flávio.
O segundo é que a senadora, por ser menos associada à extrema direita, teria mais chances de derrotar o presidente Lula (PT) em um eventual segundo turno entre os dois.
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Segundo lideranças do agronegócio, Tereza Cristina gostou da ideia e disse “estar pronta” para assumir o desafio. Já Flávio, como era esperado, indicou que não aceita abrir mão de sua candidatura.
Sem coligação
Na quarta-feira (29/7), Flávio e Tereza conversaram sobre uma possível chapa, com a senadora na condição de vice. Em nota, ela confirmou o encontro, mas ressaltou que um eventual acordo dependeria das negociações partidárias entre PL e PP.
Já nesta sexta-feira (31/7), o PP oficializou que não pretende apoiar formalmente Flávio. Em nota, a direção do partido informou que ouviu as bases da legenda e optou pela neutralidade na disputa nacional.

