Temporais acompanhados de ventos fortes atingiram os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro nessa quarta-feira (29/7). No interior paulista, a ventania ultrapassou os 120 km/h. Já no estado fluminense, o maior registro ficou em pouco mais de 100 km/h. Os vendavais ocorreram devido a uma frente de rajada, fenômeno iniciado a partir da queda de ar frio de uma nuvem de tempestade, que, em seguida, se espalha com violência ao atingir o solo.
As rajadas provocaram estragos na infraestrutura de cidades, além de causarem a morte de cinco pessoas até o momento, em ambos os estados. Segundo a meteorologista Andrea Ramos, ventanias a 120 km/h já são capazes de produzir danos severos por onde passam.
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“Uma rajada de 120 km/h está no limiar de ‘força de furacão’ na escala de Beaufort – sistema que classifica a intensidade dos ventos. Pode arrancar telhas, placas, toldos e partes de coberturas; lançar chapas metálicas, galhos, lixeiras, móveis de área externa e outros objetos soltos; quebrar grandes ramos, derrubar árvores com raízes fragilizadas e danificar postes e redes elétricas”, explica a especialista.
Além disso, caminhões e ônibus ficam mais vulneráveis a tombar. Carros de menor porte também podem perder estabilidade ou ser desviados da trajetória, especialmente em pontes e vias expostas. “O maior perigo não é apenas ser carregado pelo vento, mas ser atingido pelos detritos transformados em projéteis”, afirma Andrea.
Ventos a 120 km/h conseguem levar uma pessoa?
No caso do corpo humano, não há uma velocidade pré-estabelecida que represente um limite. O peso, a altura, a postura, a superfície onde o indivíduo está, a direção da rajada e a presença de chuva são alguns dos fatores influenciadores do carregamento ou não da pessoa. No entanto, ventos menores que 120 km/h já podem atrapalhar a caminhada.
“Nessa intensidade, uma pessoa pode perder o equilíbrio, cair ou ser deslocada, especialmente crianças, idosos e pessoas perto de locais escorregadios ou expostos. Portanto, 120 km/h não é uma condição segura para permanecer ao ar livre, ainda que uma pessoa não seja literalmente levantada do solo”, ressalta a meteorologista.
As principais recomendações para se proteger de eventuais rajadas de vento forte são:
- Ficar atento a alertas oficiais;
- Fixar vasos, móveis externos, placas, ferramentas e objetos que possam ser lançados em casa ou estabelecimentos;
- Durante a ventania, se possível, permanecer dentro de uma construção resistente, longe de janelas, portas de vidro e coberturas frágeis, preferencialmente em um cômodo interno;
- Evitar se abrigar sob árvores, postes, marquises, outdoors ou estruturas metálicas durante as rajadas;
- Se for possível, evitar dirigir e, caso não seja, reduzir a velocidade no trânsito, manter a distância de outros carros e estar muito atento a pontes, túneis, encostas e trechos com árvores;
- Nunca tocar em fios caídos, mesmo que estejam aparentemente desligados.
“É importante explicar que 120 km/h corresponde à rajada máxima, normalmente registrada por poucos segundos em determinado ponto. Não significa que toda a cidade tenha permanecido sob essa velocidade. Ainda assim, uma rajada curta é suficiente para iniciar uma sequência de danos”, conclui Andrea.





Ventos de até 120km/h atingem o Rio de Janeiro
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