A ex-Ministra do Meio Ambiente e candidata ao Senado por São Paulo Marina Silva (Rede) minimizou o mal-estar causado no grupo político do candidato ao governo, Fernando Haddad (PT), após a indicação do vereador de São Carlos Djalma Nery pela federação PSol-Rede para suplente na candidatura dela durante a convenção do grupo no último domingo (26/7).
Em entrevista ao Metrópoles, Marina afirmou que todos os partidos da coligação contribuíram com nomes para vagas de suplente e que uma decisão ainda não foi tomada.
“São sugestões e é legítimo que os partidos indiquem. O PSol é um partido que tem seis deputados federais, foi para o segundo turno nas eleições aqui da prefeitura duas vezes. Então não se pode achar que esse partido não possa contribuir com a chapa majoritária. Mas essa discussão está sendo feita com toda a tranquilidade junto aos partidos que compõem a nossa frente”, disse.
Marina ainda disse que conversou com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e que a suplência da candidatura dela não seria uma condição para que o partido apoiasse Haddad na campanha ao governo de São Paulo.
“Eu me atenho muito mais àquilo que eu conversei com o Lupi. Eu tive, bem antes, uma conversa com o presidente Lupi e ele me disse ‘Olha Marina, é uma sugestão e não é condicionante’. Nós vamos sugerir nomes para a primeira suplência ou para a segunda suplência. Inclusive na própria convenção do PDT ele repetiu isso, que não era condicional. Essa é uma decisão que está sendo trabalhada.”







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A federação também decidiu pelo apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo, mas a escolha de suplente de Marina causou mal-estar entre os partidos que compõem a coligação do petista. Segundo fontes ouvidas pelo Metrópoles, o PDT é o principal insatisfeito com o movimento. A legenda reivindica o espaço e alega ter compromisso firmado diretamente com Lula para ficar com uma das suplências.
A disputa pelo posto acontece pela possibilidade de Marina assumir um ministério em um eventual quarto mandato de Lula. No entanto, a ex-ministra afirmou que cumpriu missão como ministra e que espera que o presidente peça para ela ficar no Senado.
Indicações a suplente
Para a suplência de Marina, o partido indicou o sindicalista Antonio Neto. Já para a suplência de Simone Tebet (PSB), a outra candidata ao Senado pela chapa, o PDT sugeriu o nome do ex-prefeito de Araraquara Marcelo Barbieri, aliado do presidente nacional do PT, Edinho Silva. A suplência de Tebet, no entanto, deve ficar com o ex-chefe de gabinete de Haddad no Ministério da Fazenda, o advogado Laio Morais (PT).
Caso não seja contemplado com nenhuma suplência, o PDT afirma que lançará um nome próprio ao Senado em São Paulo, o que poderia causar um racha na coligação. Um dos argumentos é que, estando coligado com Haddad, politicamente não faria sentido para o partido ficar de fora da “partilha” dentro da chapa.

