Membros da cúpula do PP rechaçam, nos bastidores, a possibilidade de fechar um acordo com o PL para que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) seja vice de Flávio Bolsonaro na disputa pela Presidência da República.
A avaliação interna é que a decisão pela neutralidade na disputa nacional já está tomada. Por isso, a cúpula do PP não deve voltar atrás para permitir a entrada de Tereza Cristina na chapa bolsonarista.




Tereza Cristina e Flávio Bolsonaro
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Beto Barata/PL.Tereza Cristina e Flávio Bolsonaro
Arte/MetrópolesNa quarta-feira (29/7), a cúpula do Progressistas, inclusive, se reuniu para discutir os rumos da legenda nas eleições deste ano. Dos oito integrantes que participaram, seis votaram a favor da neutralidade na disputa presidencial.
O principal motivo para a neutralidade, porém, são os acenos ao governo Lula. A avaliação é que o presidente não atrapalharia a tentativa de reeleição, no Piauí, do presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, nem criaria dificuldades para o partido em outros estados considerados estratégicos.
Alguns caciques do PP também lembram uma antiga regra da sigla, anterior à criação da federação, que previa um prazo mínimo de oito dias para a convocação da convenção partidária. Como o prazo final fixado pela Justiça Eleitoral é 5 de agosto, não haveria tempo hábil para cumprir essa exigência.
Aliados de Flávio, por sua vez, minimizam a questão do prazo. Sob reserva, argumentam que se trata de uma regra interna do partido, e não de uma lei, o que facilitaria a construção de uma solução.
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Em nota, a Tereza afirmou que esteve com Flávio na quarta-feira e conversou, pela primeira vez, sobre a vice-presidência na chapa do senador.
A senadora destacou, porém, que nenhum decisão foi tomada e que “qualquer composição de chapa depende de avaliações políticas e pessoais”.

