Belo Horizonte – Uma rua do bairro Rio Branco, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte, passará a se chamar Henry Borel. A mudança foi oficializada pela Lei nº 12.091, sancionada pelo prefeito Álvaro Damião (União Brasil) e publicada nesta quarta-feira (29/7) no Diário Oficial do Município (DOM).
A norma determina que a atual Rua X passe a receber o nome do menino de 4 anos morto em 2021 em um caso que teve repercussão nacional. O projeto que deu origem à lei é de autoria do vereador Neném da Farmácia (Mobiliza).
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Caso Henry Borel
- Henry Borel morreu em 8 de março de 2021, na casa da família, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.
- O ex-vereador e médico Dr. Jairinho, padrasto do menino, e Monique Medeiros, mãe da criança, levaram Henry ao hospital alegando que ele havia sofrido um acidente doméstico e caído da cama.
- Os profissionais de saúde constataram a morte da criança, causada por hemorragia interna e laceração hepática.
- Laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontou que Henry apresentava mais de 20 lesões provocadas por violência, incluindo laceração no fígado, lesões nos rins e hemorragia interna, indicando espancamento e uma morte lenta e agônica.
- Dr. Jairinho foi condenado, em março de 2026, a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão por homicídio, tortura e coação no curso do processo.
- Monique Medeiros foi absolvida da acusação de homicídio doloso pelo Tribunal do Júri. O Conselho de Sentença desclassificou a imputação para homicídio culposo, e a Justiça concedeu perdão judicial à professora.






Monique Medeiros durante julgamento no Tribunal do Júri pela morte de Henry Borel
Brunno Dantas/TJRJCaso Henry Borel: julgamento é retomado com testemunhas de Monique
Tomaz Silva/Agência BrasilJairinho e Monique são acusados pela morte do menino
DivulgaçãoHenry Borel, 4 anos, foi assassinado em 2021
Reprodução/ redes sociaisCrime chocou o país
Reprodução/WebSérie de agressões
Henry Borel morreu após sofrer uma série de agressões. Em março deste ano, o ex-vereador Dr. Jairinho, padrasto do menino, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de homicídio, tortura e coação no curso do processo.
Já a mãe da criança, Monique Medeiros, foi absolvida da acusação de homicídio doloso.
Em nota, a defesa alegou que o maior erro de Monique foi não conseguir observar as violências cometidas pelo ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho.

