Na última terça-feira (28/7), Neymar anunciou a aposentadoria da Seleção Brasileira em entrevista após a vitória do Santos por 4 x 2 sobre a Universidad Central, da Venezuela. Desta maneira, o camisa 10 se despede da Amarelinha após 16 anos de serviços prestados.
A aposentadoria de Neymar acontece após 80 gols marcados, que o fazem ser o maior artilheiro da história da Seleção. Além disso, o atacante teve quatro participações em Copas do Mundo, conquistou um título inédito das Olimpíadas, nos Jogos do Rio 2016, e venceu a Copa das Confederações em 2013.
A trajetória de Ney pelo Brasil começou em agosto de 2010, um mês após o encerramento da Copa do Mundo da África do Sul. Naquele Mundial, o então técnico Dunga foi amplamente criticado pela torcida brasileira por não ter convocado o jovem Menino da Vila para o Mundial.
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A queda de Dunga aconteceu após a eliminação nas quartas de final para a Holanda, e Mano Menezes convocou o atacante de 18 anos para um amistoso contra os Estados Unidos, em Nova York. Em um começo triunfante, Neymar balançou as redes para a vitória por 2 x 0.
Assim, Neymar começou a se consolidar como titular absoluto da Seleção. Em maio de 2013, tornou-se o dono da camisa 10 e vestiu o número por 13 anos. Um mês depois, ele disputou a Copa das Confederações no Brasil e venceu o primeiro título com a Amarelinha.





Neymar chorando após eliminação do Brasil
Kaz Photography/Getty ImagesNa Copa do Mundo de 2014, um infortuno marcou a trajetória de Neymar. O atacante era o principal nome na esperança pelo hexa dentro de casa. No entanto, nas quartas de final contra a Colômbia, Neymar levou uma joelhada do lateral colombiano Camilo Zúñiga nas costas, fraturou a terceira vértebra lombar (L3) e perdeu o restante da competição.
Dois anos depois, no entanto, o camisa 10 viveu uma reviravolta. Nos Jogos Olímpicos do Rio 2016, comandou o Brasil no título inédito do torneio. Na final contra a Alemanha, Ney marcou um gol de falta e converteu a batida na decisão por pênaltis, consagrando a Seleção campeã.
Nas duas Copas seguintes, apesar de protagonista, Neymar seguiu frustrado com eliminações nas quartas de final: em 2018, para a Bélgica, e, em 2022, para a Croácia. Neste meio tempo, inclusive, uma onda de lesões passou a atrapalhar a carreira do atleta. Desde meados de 2018 até hoje, são 33 contusões, com 1345 dias fora dos gramados.
Em 2019, ficou de fora da conquista da Copa América, jogada em solo brasileiro, devido a uma ruptura do ligamento no tornozelo direito.
Desde a chegada de Carlo Ancelotti à Seleção Brasileira, em maio de 2025, Neymar ficou fora de todas as convocações para amistosos e para as Eliminatórias da Copa. Durante esse período de 14 meses, o atacante teve seis lesões. A falta de tempo em campo e desempenho mediano pelo Santos geraram uma das maiores incógnitas para a Copa do Mundo de 2026.
O suspense na convocação era grande, mas o treinador surpreendeu e confirmou o nome de Ney. Porém, dessa vez, a história foi diferente. Pela primeira vez desde 2014, Neymar não teve protagonismo algum. Apesar de o número 10 estar estampado nas costas, não foi titular em nenhuma partida. Ainda assim, estava em campo quando o Brasil perdeu de 2 x 1 para a Noruega e foi eliminado novamente.

