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Raphael Montes revela que não gosta de true crime: "Sou medroso"

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Raphael Montes revela que não gosta de true crime: "Sou medroso"

Jantar Secreto, Bom Dia, Verônica, Beleza Fatal, Elize: Sombras de Uma Mulher, Dias Perfeitos e A Menina que Matou os Pais são algumas das histórias de suspense, terror e crime assinadas por Raphael Montes. Escritor e roteirista, o carioca revelou ao Metrópoles que, apesar do gênero em que trabalha, é “medroso”.

A resposta veio quando ele foi questionado sobre como é escrever roteiros baseados em casos reais, como foi o caso dos filmes sobre Suzane von Richthofen e Elize Matsunaga, lançado na última semana.

“Eu confesso que eu não sou um aficionado por true crime. Eu conheço os casos pelo senso comum. Na medida em que eu fui convidado para fazer, é óbvio que eu preciso ser um profundo conhecedor. Mas, ao mesmo tempo, eu sou um medroso, então eu não gosto, ainda que eu escreva as histórias que eu escrevo, eu não gosto de violência real”, explicou.

Formado em direito, Montes acredita que a ideia de ser escritor surgiu ainda da infância. Nesta fase, ele preferia comprar bonequinhos para inventar a própria história para cada um dos “personagens” a assistir a desenhos animados.

Foi a leitura de Não Sobrou Nenhum, de Agatha Christie, aos 12 anos, que despertou no hoje roteirista o desejo de escrever. “Os primeiros contos que eu escrevi, eu escrevi tendo lido um livro – por vontade própria – na vida. Então, foi uma coisa que foi acontecendo junto: o Raphael leitor foi nascendo junto com o Raphael escritor”, brincou.

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Escritor e roteirista consagrado no campo do suspense, do terror e de crimes, o carioca surpreendeu ao revelar que, ainda que escreva as histórias que escreve, é “medroso”
A resposta de Raphael se deu quando foi questionado pelo Metrópoles sobre como é fazer roteiros baseados em casos reais, como foi o caso dos filmes sobre Suzane von Richthofen e Elize Matsunaga
Formado em direito, Montes revelou acreditar que a ideia de ser escritor veio ainda da infância dele, já que ele não gostava de assistir desenhos animados, mas gostava de comprar os bonequinhos e inventar a própria história para cada um dos brinquedos
Quando tinha cerca de 12 anos, ele leu E Não Sobrou Nenhum, da Agatha Christie e, daí, veio a vontade de começar a escrever
O carioca contou à reportagem de onde vêm as “ideias mirabolantes” por trás de seus romances – mesmo sendo medroso!
Metrópoles
Jantar Secreto, Bom Dia, Verônica, Beleza Fatal, Elize: Sombras de Uma Mulher, Dias Perfeitos e A Menina que Matou os Pais: sabe o que esses livros e produções têm em comum? A visão de Raphael Montes!
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Jantar Secreto, Bom Dia, Verônica, Beleza Fatal, Elize: Sombras de Uma Mulher, Dias Perfeitos e A Menina que Matou os Pais: sabe o que esses livros e produções têm em comum? A visão de Raphael Montes!

Metrópoles/ Victor Sansil
Escritor e roteirista consagrado no campo do suspense, do terror e de crimes, o carioca surpreendeu ao revelar que, ainda que escreva as histórias que escreve, é “medroso”
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Escritor e roteirista consagrado no campo do suspense, do terror e de crimes, o carioca surpreendeu ao revelar que, ainda que escreva as histórias que escreve, é “medroso”

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A resposta de Raphael se deu quando foi questionado pelo Metrópoles sobre como é fazer roteiros baseados em casos reais, como foi o caso dos filmes sobre Suzane von Richthofen e Elize Matsunaga
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A resposta de Raphael se deu quando foi questionado pelo Metrópoles sobre como é fazer roteiros baseados em casos reais, como foi o caso dos filmes sobre Suzane von Richthofen e Elize Matsunaga

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Formado em direito, Montes revelou acreditar que a ideia de ser escritor veio ainda da infância dele, já que ele não gostava de assistir desenhos animados, mas gostava de comprar os bonequinhos e inventar a própria história para cada um dos brinquedos
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Formado em direito, Montes revelou acreditar que a ideia de ser escritor veio ainda da infância dele, já que ele não gostava de assistir desenhos animados, mas gostava de comprar os bonequinhos e inventar a própria história para cada um dos brinquedos

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Quando tinha cerca de 12 anos, ele leu E Não Sobrou Nenhum, da Agatha Christie e, daí, veio a vontade de começar a escrever
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Quando tinha cerca de 12 anos, ele leu E Não Sobrou Nenhum, da Agatha Christie e, daí, veio a vontade de começar a escrever

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O carioca contou à reportagem de onde vêm as “ideias mirabolantes” por trás de seus romances – mesmo sendo medroso!
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O carioca contou à reportagem de onde vêm as “ideias mirabolantes” por trás de seus romances – mesmo sendo medroso!

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O convite para começar a escrever roteiros de filmes e séries se deu quando o segundo livro dele, Dias Perfeitos, começou a estourar
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O convite para começar a escrever roteiros de filmes e séries se deu quando o segundo livro dele, Dias Perfeitos, começou a estourar

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Para ele, escrever romances e roteiros são atividades quase complementares, mas também absolutamente distintas
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Para ele, escrever romances e roteiros são atividades quase complementares, mas também absolutamente distintas

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Apesar de medroso, Raphael tem “ideias mirabolantes” por trás de seus romances — e revelou de onde elas vêm.

“Um livro vai nascendo até que uma bela hora você fala assim: ‘ah, acho que é um livro’ e aí, vai lá e faz. Eu sou uma pessoa muito atenta ao mundo, às questões que estão conversando. Várias das minhas ideias surgem de conversas que eu escuto entre amigos, de algum incômodo”, disse, citando Uma Família Feliz. O romance surgiu após conversas com duas amigas diferentes sobre o mesmo tema: a pressão da maternidade nas mulheres.

Raphael Montes: o roteirista

O convite para escrever roteiros de filmes e séries surgiu quando o segundo livro do autor, Dias Perfeitos, começou a estourar. “E eu não fazia ideia de como escrever um roteiro, mas eu dizia: ‘claro que eu sei fazer, pode me chamar”, brincou Montes. Ele explicou que, além de ter “aprendido fazendo”, também passou a estudar a estrutura de um roteiro.

“Eu acho que o que mais me ensinou foi realmente… Fazer. E aí, ver realizado na tela, e ver que aquilo ali na página funcionava, mas na tela não funciona. Você começa a entender os lugares em que você pode ir, em que não pode ir”, avaliou.

Para ele, escrever romances e roteiros é uma atividade quase complementar, mas também absolutamente distinta. “São quase chavinhas diferentes que eu tenho que ligar […] E a principal diferença de fazer audiovisual e literatura é que a literatura é solitária. A decisão é minha. Eu que crio, eu que faço, eu que escrevo. E o audiovisual não, ele é necessariamente coletivo. Para ser bom, ele tem que ser coletivo”, pontuou Raphael.

A Estranha na Cama

É justamente no campo da literatura que Raphael Montes vive dois momentos importantes agora: a versão em inglês de Jantar Secreto e o lançamento de A Estranha na Cama, primeiro romance erótico do autor. O novo livro chega às prateleiras durante a Bienal de São Paulo.

O escritor contou ao Metrópoles como surgiu a trama do livro. Segundo ele, o romance é, antes de tudo, um suspense — mas ele quis fazer algo mais leve, pensando nos fãs que têm receio de encarar seus outros livros.

“É um livro para quem é medroso, mas tem uma certa curiosidade. E ele é livremente inspirado num gênero do cinema dos anos 1990, que mistura suspense, mistério, violência e sexo. Eu comecei a pensar: ‘o que seria um thriller erótico de 2025?’, porque os thrillers dos anos 90 eram muito machistas”, explicou.

A Estranha na Cama conta a história de um casal hétero, de 36 e 37 anos, casado há 15. Depois de todo esse tempo juntos, eles decidem experimentar algo novo e abrir a relação por uma noite, para fazer um ménage a três. No aplicativo, encontram uma mulher mais jovem, de 20 e poucos anos, e a trama começa na noite em que ela chega.

“Papo vai, papo vem, eles começam a se beijar, vão para a cama, mas ‘a estranha’ morre na cama. Então, enquanto eles estão lá, no momento sexo, ela morre sem querer. Só que eles são um casal modelo, eles são um casal conhecido da alta sociedade carioca. Então, eles não podem ligar para a polícia.”

Raphael revelou que o livro é um thriller com muito erotismo, com cenas de sexo bem quentes.

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