Belo Horizonte – O conflito em relação à candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) ao governo de Minas Gerais abriu espaço para que o ex-deputado federal e ex-secretário do Executivo mineiro Marcelo Aro (PP) assuma o protagonismo no campo da direita na corrida ao Palácio Tiradentes. Após meses apostando no nome de Cleitinho, o PL e a federação União Progressista passaram a tratar Aro como alternativa nome para liderar o projeto nas eleições deste ano.
A mudança de cenário ganhou ainda mais força nesta quarta-feira (29/7), quando o Republicanos divulgou uma nota afirmando que Cleitinho nunca tomou uma “decisão firme” sobre disputar o governo e que o partido adiou definições estratégicas por meses à espera de uma resposta do senador. Segundo a legenda, a indefinição fez com que o parlamentar “perdesse o timing” para viabilizar a candidatura ao Executivo estadual.
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Até então, o plano do PL era apoiar Cleitinho ao governo e lançar Marcelo Aro para uma das vagas ao Senado. O presidente estadual do partido, deputado federal Zé Vitor, já havia afirmado que Aro teria o apoio da sigla “independentemente do cargo” que disputasse. Com a possível saída de cena do senador, o ex-secretário passa a ficar na mira para encabeçar a articulação da direita em Minas.
Quem é Marcelo Aro?
Marcelo Aro é filho do deputado estadual Zé Guilherme (PP) e da vereadora de Belo Horizonte Professora Marli (PP). A família dele mantém influência na Federação Mineira de Futebol (FMF) há décadas. Atualmente, o irmão de Marcelo, Adriano Aro, preside a entidade, enquanto ele ocupa o cargo de vice-presidente.
Nascido em Belo Horizonte, Marcelo Aro tem 39 anos, é casado e pai de seis filhos. Advogado, jornalista e mestre em Direito Constitucional, é formado em Comunicação Social pela Faculdade Estácio de Sá e em Direito pela Faculdade Promove (Fama), além de ter mestrado em Direito Constitucional pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP).
Também apresentou um quadro de prestação de serviços no programa Balanço Geral Minas, da TV Record Minas. Na vida pública, foi vereador em Belo Horizonte, deputado federal por dois mandatos, secretário da Casa Civil e secretário do governo de Minas Gerais.
Grupo “Família Aro”
Marcelo Aro é conhecido por liderar o grupo “Família Aro”, que é formado por uma série de parlamentares, sejam vereadores de Belo Horizonte, deputados estaduais e deputados federais, fiéis aos projetos políticos dele. Ele também é vinculado a uma rede de prefeitos por Minas Gerais.
Durante a gestão de Fuad Noman (PSD) à frente da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), Aro chegou a indicar os nomes de Castellar Guimarães Neto (Secretaria de governo), Fernando Motta (Desenvolvimento Econômico) Roberta Rodrigues (Educação) e Zé Reis (Meio Ambiente) para atuar no Executivo municipal.
Já no governo do prefeito Álvaro Damião (União Brasil), dois membros do grupo fazem parte do secretariado, Rubão (Esportes e Lazer) e Marcos Crispim (Coordenadoria de Vilas e Favelas).
Marcelo Aro mantém forte influência na Câmara Municipal. O grupo “Família Aro” reúne mais de dez vereadores de diferentes partidos, como Novo, Rede, Podemos e DC, entre eles o presidente da Casa, Juliano Lopes.
Presença em homenagem a Flávio Bolsonaro
Marcelo Aro também foi um dos poucos políticos fora do PL a participar das agendas de Flávio Bolsonaro na sua última vinda a Belo Horizonte. O político mineiro participou da homenagem que deu o título de cidadão honorário da capital mineira ao senador carioca na Câmara de BH.

