Belo Horizonte – Um homem de 55 anos, condenado a mais de 20 anos de prisão pelo assassinato do ex-sócio na Bahia, foi preso novamente pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) em Governador Valadares, no Leste do estado. O suspeito era considerado foragido da Justiça e foi localizado na tarde de terça-feira (28/7), após uma denúncia de que estaria armado no bairro Morada do Vale.
Segundo a Polícia Militar, equipes da Moto Patrulha receberam informações sobre a presença do foragido e seguiram até o endereço indicado com o apoio de outra guarnição. No local, os militares identificaram um homem com as características informadas na denúncia.
Ainda conforme a PM, ao perceber a aproximação das viaturas, o suspeito demonstrou nervosismo e passou a procurar uma possível rota de fuga. Ele foi abordado e submetido à busca pessoal, mas nenhum material ilícito foi encontrado.
Os policiais também revistaram o veículo do homem e, posteriormente, entraram na residência após autorização do próprio suspeito, que negou possuir arma de fogo. Durante a vistoria, nada de irregular foi localizado.
No entanto, ao consultarem os sistemas de segurança pública, os militares constataram a existência de um mandado de prisão preventiva expedido pela 1ª Vara Criminal, Júri e Execuções Penais da Comarca de Porto Seguro (BA). A ordem judicial é decorrente de uma condenação a 20 anos e seis meses de reclusão em regime fechado.
Após ser levado ao Hospital de Pronto-Socorro (HPS) para avaliação médica, o homem foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para o cumprimento do mandado de prisão.
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Crime na Bahia
O preso foi condenado pelo assassinato do ex-sócio Leandro Reis Duque, de 31 anos, em Arraial d’Ajuda, distrito de Porto Seguro, no sul da Bahia. A vítima desapareceu e, cerca de dois meses depois, teve o corpo encontrado em uma cova rasa na zona rural da cidade, em março de 2017.
De acordo com a investigação, Leandro foi morto com disparos de espingarda. O julgamento ocorreu por júri popular, que condenou o empresário a mais de 20 anos de prisão. Como ele não compareceu à sessão, a condenação ocorreu à revelia, e ele passou a ser considerado foragido.
Um segundo acusado também foi condenado pelo crime e recebeu pena de 16 anos de prisão.

