Integrantes da campanha de reeleição do presidente Lula estão fazendo, em reservado, uma leitura menos “dramática” sobre a presidência do ministro Kassio Nunes Marques e a vice de André Mendonça no TSE.
A avaliação de interlocutores de Lula é que Nunes e Mendonça adotarão uma postura equilibrada durante as eleições de 2026, mesmo tendo sido indicados ao Supremo Tribunal Federal pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.





Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e presidente do TSE, Nunes Marques
FOTO: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografoMinistro Nunes Marques é o presidente do TSE
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografoNunes Marques e André Mendonça presidem o TSE neste ano
Kebec Nogueira/MetrópolesAndré Mendonça, ministro do STF, autorizou prorrogação da CPMI antes da decisão do plenário
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.fotoNo início do ano, a posse de Nunes Marques e Mendonça no comando do TSE gerou apreensão em alguns setores do PT sobre a condução dos trabalhos em ano eleitoral, justamente pela proximidade com Bolsonaro.
A avaliação de integrantes da campanha, no entanto, é que o TSE está sob forte escrutínio e não pretende repetir a atuação do ministro Alexandre de Moraes à frente da Corte nas eleições de 2022.
Na época, Moraes foi alvo de críticas e acusações de abuso de poder e parcialidade por aliados de Bolsonaro.
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Na visão de aliados de Lula, a gestão de Nunes Marques buscará evitar que o Tribunal Eleitoral fique marcado pela percepção de ter favorecido qualquer um dos candidatos nas ações analisadas pela Corte.
Apesar de o TSE ser comandado por dois ministros indicados por Bolsonaro, os outros cinco integrantes da Corte foram indicados pelos presidentes Lula e Dilma Rousseff.
Nunes será relator
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, foi sorteado para relatar a representação apresentada pela Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) contra o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o partido.
Como noticiou a coluna, a federação acionou a Justiça Eleitoral após a exibição, durante a convenção nacional do PL, de um vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro produzido com inteligência artificial.

