O deputado federal Mario Frias (PL-SP) usou as redes sociais nesta terça-feira (28/7) para criticar o ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD). Frias resgatou uma publicação de 2016 na qual Caiado reconhecia a “vulnerabilidade das urnas eletrônicas” e questionou o que teria mudado para que o goinado tenha passado a defender a segurança do sistema.
Para evidenciar a mudança de postura, o parlamentar comparou o post antigo a uma declaração do último sábado (26/7), na qual Caiado repudiou a hipótese de os EUA questionarem o processo eleitoral brasileiro.
O que será que mudou? Conveniência ou apenas cálculo político? pic.twitter.com/KZazVw7TKg
— MarioFrias (@mfriasoficial) July 28, 2026
Na publicação de 10 anos atrás, o ex-governador afirmou que reconhecer a vulnerabilidade das urnas eletrônicas não seria uma questão de retrocesso no processo eleitoral, mas de “aprimoramento”.
Noo último sábado ele afirmou confiar no dispositivo eletrônico e disse que considera “inadmissível que qualquer país, incluindo os EUA, queira colocar em dúvida a lisura e os resultados” das eleições.
Na última quarta-feira (22/7) o pré-candidato também se manifestou sobre polêmicas envolvendo o processo eleitoral e teceu críticas ao adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), por atacar as urnas eletrônicas em uma reunião com embaixadores em Brasília.
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“42 embaixadores numa sala: Dava para vender soja. Dava para abrir mercado para indústria. Dava para atrair investimento. Escolheram falar de urna eletrônica!”, escreveu na página no X.
Flávio reproduz fake news
Em evento realizado no último dia 21, Flávio reproduziu a fake news de que as urnas eletrônicas brasileiras têm a mesma origem das urnas da empresa venezuelana Smartmatic, supostamente envolvida em um plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012, conforme relatório da Agência Central de Inteligência (CIA), dos Estados Unidos, divulgado nesta semana.
A declaração de Flávio é falsa e já foi desmentida diversas vezes pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em 2020, a Corte esclareceu que as urnas usadas nas eleições brasileiras não são produzidas pela venezuelana Smartmatic.”Todo o projeto da urna eletrônica brasileira e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do país”, diz nota.

