A Fundação Cacique Cobra Coral (FCCC) registrou nesta segunda-feira (27/7) o fim da “ajuda e assistência climática” que prestava para a Argentina. De acordo com a instituição, a decisão decorre dos ataques feito pelo presidente argentino, Javier Milei, durante passagem pelo Brasil nesse final de semana.
Milei esteve no Brasil para participar da convenção nacional do Partido Liberal (PL) que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República. Na ocasião, o argentino fez críticas ao governo brasileiro, voltou a chamar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de presidiário e se direcionou ao ministro Alexandre de Moraes como “lixo careca“.
Para a Fundação, as manifestações foram interpretadas como um “ataque político ao nosso país”. A Cacique anunciou: “Enquanto não houver um pedido formal de desculpas, na área climática a Argentina estará por sua conta e risco em pleno início da atuação do fenômeno El Niño”.
O que é a Cacique Cobra Coral
De acordo com a Cacique Cobra Coral, a instituição “foi criada para intervir nos desequilíbrios provocados pelo homem na natureza“. Essas intervenções de acordo com a FCCC, acontecem por meio de técnicas espirituais e mediúnicas, e provocam mudanças em eventos meteorológicos como chuvas, secas, tempestades e até o El Niño.
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Embora não tenha comprovação cientifica, a organização já firmou acordos com diversos países e organizações estatais e privadas. No caso da Argentina, a Fundação alega prestar “assistência climática” desde Guerra das Malvinas em 1982.
Anos depois, em 1989, a Fundação afirma que realizou uma “operação mística” para ajudar o país vizinho durante uma crise energética no início de janeiro daquele ano. A organização diz que “atuou para influenciar o clima e atrair chuvas para bacias hidrográficas locais”.

