Porsche 718 Boxster, BMW X5, Ford Mustang e Land Rover Defender. Estes são alguns dos veículos de luxos encontrados nas garagens dos envolvidos no esquema criminoso da Confederação Nacional dos Agricultores e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), que lucrou mais de R$ 708 milhões com a Farra do INSS. O caso foi revelado pelo Metrópoles.
O dinheiro retirado indevidamente de benefícios de idosos e indígenas vulneráveis era canalizado para empresas de fachada localizadas no Distrito Federal e em São Paulo. Dessas contas, saíam os pagamentos para as compras dos veículos de altos padrão, que, somados, ultrapassam o valor de R$ 5,7 milhões.




Audi RS4 Avant estimado em R$ 749 mil
ReproduçãoPorsche 718 Boxster custa em média R$ 775 mil
ReproduçãoÀ esquerda, o BYD Shark estimado em R$ 345 mil. Já à direita, o Mitsubishi Triton Sport, com valor de R$ 265 mil
ReproduçãoConfira os valores dos carros de luxo:
- Porsche 718 Boxster: R$ 775 mil;
- Audi RS4 Avant: R$ 749 mil;
- BMW X5: R$ 865 mil;
- Ford Mustang: R$ 650 mil;
- Land Rover Defender: R$ 845 mil;
- Chevrolet Camaro: R$ 510 mil;
- Toyota Hilux SW4: R$ 464 mil;
- Pajero Sport: R$ 350 mil;
- BYD Shark: R$ 345 mil.
- Mitsubishi Triton Sport: R$ 265 mil.
Enquanto os carros desfilavam luxo, as sedes das empresas que os compravam eram de uma simplicidade suspeita.
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No Recanto das Emas (DF), as empresas supostamente proprietárias de alguns dos veículos operavam em sala de 20 metros quadrados, localizada em um pequeno sobrado – onde também consta endereço de outros oito CNPJs pertencentes a Lucineide dos Santos Oliveira e a dois integrantes da Conafer – Samuel Chrisostomo do Bonfim Júnior e Cícero Marcelino Santos.
Essas empresas abertas no DF, segundo a Polícia Federal, lavaram mais de R$ 304 milhões do total desviado do INSS pela Conafer.
Boa parte dos veículos adquiridos no esquema eram mantidos em um galpão em Presidente Prudente (SP). No local, que funcionava como uma espécie de quartel-general logístico, a PF encontrou aproximadamente 40 veículos.
Farra do INSS
Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.
As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU).
Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do então ministro da Previdência, Carlos Lupi.

