A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que “ninguém” deve “interferir e fragilizar nossa democracia” e defendeu que cabe aos brasileiros decidir os rumos do país nas eleições de outubro.
A declaração foi dada na manhã desta segunda-feira (27/7), durante participação na reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Niterói, no Rio de Janeiro.
Cármen afirmou que a democracia brasileira não deve sofrer interferências externas. A ministra, entretanto, não citou diretamente nomes de políticos, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“Há que haver espaços como este, reuniões como esta, que dão a demonstração daqueles vetores, daqueles temas mais importantes para que a gente caminhe e fortaleça a democracia no Brasil e em todos os lugares do mundo. Para que ninguém queira também interferir e fragilizar a nossa democracia, que somos nós que temos que falar o que é para nós o Brasil que nós queremos, que nós temos por merecer e que construir”, disse.
A ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também fez uma defesa da urna eletrônica. Para Cármen, o voto popular é exercido por meio de um sistema “seguro, transparente” e “auditável”.
“E é pela mão do povo que nós decidimos o que queremos. No caso brasileiro, muito mais que a gente nem precisa da mão, mas do toque de um dedo na nossa urna eletrônica segura, transparente, auditável (sic), do povo! Do povo brasileiro, na urna brasileira, feita para o Brasil, assumida pelo povo”, prosseguiu Cármen, em referência ao livro recém-lançado por ela, Pela Mão do Povo.
Evento
A participação de Cármen ocorreu durante a 78ª Reunião Anual da SBPC, em Niterói (RJ).
Além desses temas, a ministra destacou que o Brasil está a 70 dias das eleições que definirão os próximos presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.
“Não cobre de ninguém e nem renuncie sua cidadania. Nós merecemos e temos a sorte de poder escolher quem a gente quer. É pela mão do povo que se luta permanentemente pela democracia”, afirmou.

