Uma ala do PT criticam, nos bastidores, as declarações de auxiliares do governo Lula em resposta ao presidente da Argentina, Javier Milei.
Após o líder argentino subir o tom durante visita ao Brasil no último sábado (25/6), ministros como Dario Durigan (Fazenda) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência) reagiram publicamente às provocações.





Javier Milei participou de evento de Flávio Bolsonaro
ReproduçãoGoverno Milei não pretende se desculpar de ataques a Lula, diz jornal
Tomas Cuesta/Getty ImagesDario Durigan, ministro da Fazenda, em entrevista ao Metrópoles
Luis Nova/MetrópolesO ministro Guilherme Boulos concedeu entrevista no estúdio do portal Metrópoles, em Brasília.
Fotos: HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophotoDurigan, por exemplo, chamou Milei de “palhaço” e afirmou que o presidente argentino faz um “espetáculo para esconder o fracasso do próprio governo”. Já Boulos classificou o líder argentino como uma “caricatura patética” e um “puxa-saco de Trump”.
Para esse grupo de petistas, no entanto, as declarações destoaram da estratégia traçada pelo presidente Lula.
Na avaliação dessa ala, o Planalto optou por adotar uma postura mais equilibrada diante das provocações de Milei, evitando ampliar o embate e transformá-lo em protagonista do debate político.
“Flávio é um candidato desesperado que convidou para ser estrela da sua convenção um presidente desequilibrado e com altíssima reprovação no próprio país. Enquanto o presidente Lula, corretamente, adotou uma postura equilibrada, de ‘único adulto na sala’, alguns integrantes do governo destoaram e muito”, afirmou à coluna, sob reserva, uma fonte ligada ao partido.
Milei esteve no Brasil no sábado para participar da convenção nacional do PL que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
Durante o evento, o argentino fez críticas ao governo Lula e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

