A presença de sangue nas fezes é um sinal clássico de problemas no intestino. Normalmente, as manchas vermelhas são encontradas no papel higiênico ou no vaso sanitário, mas podem estar escondidas nas fezes – se estiverem com coloração bem escura, fora do normal, podem indicar alterações.
O escape de sangue do intestino pode ter várias origens, que vão desde hemorroidas e fissura anal até, em casos mais graves, câncer colorretal.
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De acordo com especialistas entrevistados pelo Metrópoles, em quadros de sangramento, a cor do líquido pode ajudar na investigação de qual porção intestinal ele está vindo: se for vermelho vivo, geralmente a origem é da parte final do intestino, como reto ou ânus. Se as fezes forem pretas, a origem pode estar no intestino delgado, no início do intestino grosso ou até no estômago.
“As fezes pretas, enegrecidas e com odor mais forte normalmente indicam um sangramento localizado mais acima no trato digestivo, porque houve tempo para que o sangue fosse digerido”, explica o cirurgião do aparelho digestivo Henrique Dametto, do Einstein Hospital Israelita, em São Paulo.
Apesar de ajudar, a cor por si só não define onde está ocorrendo o sangramento. “Ela ajuda a direcionar a investigação, mas não é suficiente para determinar a origem”, diz o cirurgião. Somente a realização de exames acompanhados por profissionais especializados é capaz de dar certeza.
Importância de investigar sangramentos no intestino
Mesmo que nem sempre representem um quadro grave, casos de sangramento intestinal sempre devem ser avaliados. “Quanto mais cedo a causa é descoberta, maiores são as chances de um tratamento simples e eficaz. Não tenha vergonha de procurar um especialista”, avalia a coloproctologista Elisa Vieira Mendonça, do Hospital Brasília.
As situações mais urgentes ocorrem quando há sangramento intenso e contínuo, que pode ser acompanhado de desmaio, queda de pressão e tontura. Diante de qualquer sintoma como esse, é essencial procurar atendimento com rapidez.
“As causas mais comuns de sangramentos intestinais são hemorroidas e fissura anal. Porém, também podem ser pólipos, divertículos, doenças inflamatórias intestinais, angiodisplasias, úlceras e até câncer de intestino”, revela Elisa.
O diagnóstico correto vem por meio da realização de testes simples. Inicialmente, são feitos exames abdominais e de toque retal a fim de detectar possíveis alterações na região. Conjuntamente, exames de sangue ajudam a analisar se há anemia e perda considerável de sangue.
A depender dos resultados, o paciente recebe encaminhamento para realizar exames mais detalhados, como colonoscopia e endoscopia digestiva alta. Eles permitem avaliar a região completa do intestino grosso e até detectar se o sangramento está vindo do estômago.
“O principal alerta é que nem todo sangramento nas fezes significa câncer, mas todo sangramento precisa ser investigado. A intenção não é assustar o paciente, e sim reforçar a importância de procurar avaliação médica”, aconselha Dametto.

