Presidente da Argentina, Javier Milei criticou neste sábado (25/7) a política fiscal do presidente Lula durante a convenção partidária que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) ao Planalto. O evento foi realizado na Arena Pacaembu, na zona oeste da capital paulista.
Em discurso, Milei afirmou que “hoje o Brasil caminha para uma crise de dívida derivada do fato de que Lula não fez o ajuste fiscal que a situação exigia, e agora está piorando para ter chances de vencer”.




Tarcísio de Freitas recebe Javier Milei no Palácio dos Bandeirantes
Samuel Pancher/MetrópolesFlávio Bolsonaro e Javier Milei
Reprodução/Redes sociaisFlávio Bolsonaro e Javier Milei
Reprodução/redes sociaisO presidente argentino acrescentou que “o esbanjamento, cedo ou tarde, se paga, e esperemos que pague aquele que o causou, perdendo nas urnas em outubro”.
Antes da convenção, Milei participou de uma reunião reservada com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e com Flávio Bolsonaro, na ala residencial do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. O encontro também contou com a presença do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).
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A agenda teve início com a condecoração de Milei com a Ordem do Ipiranga, principal honraria concedida pelo governo paulista. A cerimônia de entrega da medalha ocorreu ao som de músicas de Elvis Presley.
Dívida pública de Brasil e Argentina
Quando Lula iniciou seu terceiro mandato, em 1º de janeiro de 2023, a dívida bruta do governo geral correspondia a 71,7% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 7,22 trilhões. Segundo o dado oficial mais recente divulgado pelo Banco Central, referente a maio de 2026, o indicador alcançou 81,1% do PIB.
Na Argentina, quando Javier Milei assumiu a Presidência, em 10 de dezembro de 2023, a dívida pública bruta representava entre 154% e 155% do PIB, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). A projeção do organismo é de que o índice encerre 2026 em 70,4% do PIB.
A Argentina é o terceiro maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas de China e Estados Unidos. No primeiro semestre deste ano, a corrente de comércio entre os dois países somou US$ 13,75 bilhões.
No período, o Brasil exportou US$ 7,35 bilhões em mercadorias para a Argentina, com predominância de produtos manufaturados, como veículos, autopeças e bens de capital. As importações brasileiras somaram US$ 6,40 bilhões, principalmente de trigo, automóveis e produtos agrícolas.
O saldo da balança comercial foi superavitário em US$ 950 milhões para o Brasil.

