O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) negou o visto dos oficiais norte-americanos que pretendiam fazer uma missão ao Brasil com o objetivo de questionar o sistema eleitoral a poucos meses da corrida presidencial.
O Metrópoles apurou, junto a fontes do governo brasileiro, que o pedido de entrada foi protocolado no Consulado em Washington no último dia 20. A delegação seria composta por Riley M. Barnes, secretário de Estado adjunto para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL) do Departamento de Estado norte-americano, e Samuel D. Samson, subsecretário adjunto do DRL.
Ainda de acordo com essas fontes, os funcionários do governo norte-americano informaram que se reuniriam com o senador e pré-candidato ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e “autoridades eleitorais”.
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Reportagem do The Washington Post revelou que a missão dos observadores da gestão de Donald Trump tinha a intenção de lançar dúvidas sobre o processo eleitoral brasileiro.
Recentemente, Flávio foi alvo de críticas por questionar o funcionamento das urnas eletrônicas no país com base em uma informação falsa.
Na última terça-feira (21/7), em reunião com embaixadores, ele afirmou que os equipamentos têm a mesma origem das urnas da empresa venezuelana Smartmatic, supostamente envolvida em um plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012. A versão já foi desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Para o governo brasileiro, a visita da delegação norte-americana faz parte da tentativa de influenciar o pleito marcado para outubro.

