O senador Flávio Bolsonaro (PL) participa, neste sábado (25/7), da convenção partidária que oficializou sua candidatura à presidência nas eleições deste ano. O evento acontece em São Paulo e conta com a presença de nomes como o governador Tarcisio de Freitas (Republicanos), o prefeito paulistano Ricardo Nunes (MDB) e o presidente da Argentina, Javier Milei.
Milei, Michelle e indefinições
Realizada na Arena Pacaembu, na zona oeste da capital paulista, a convenção do Partido Liberal contou com a presença do presidente da Argentina, Javier Milei, além do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Presidente nacional da ala feminina do PL e ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro não deve participar.
Agora presidenciável, Flávio lança a candidatura pressionado pelo isolamento político e em meio à tentativa de reverter uma sequência de crises que afetou sua imagem e dificultou a formação de alianças. Ele ainda não conseguiu atrair partidos considerados estratégicos para ampliar o tempo de propaganda eleitoral, fortalecer a estrutura da campanha e aumentar a competitividade da chapa.
Convenções partidárias
- As convenções partidárias são realizadas em anos eleitorais para oficializar as candidaturas dos partidos e federações e deliberar sobre coligações.
- Após as convenções, os partidos e federações podem solicitar o registro das candidaturas à Justiça Eleitoral, que analisará se os candidatos cumprem os requisitos legais para disputar a eleição.
- Também se apresentam como pré-candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante), Romeu Zema (Novo), Cabo Daciolo (Mobiliza), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Heró Bezerra (PRTB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara Martins (UP). Renan Santos (Missão) já confirmou a candidatura.
- A propaganda eleitoral dos candidatos com registro solicitado tem início em 16 de agosto.
- O período de convenções termina em 5 de agosto.
A dificuldade para conquistar aliados também impede, até agora, a definição do candidato a vice-presidente. O PL trata a vaga como principal moeda de negociação para fechar alianças. Um dos alvos é o Republicanos, legenda da ex-presidente da Caixa Daniella Marques, apontada como favorita para ocupar o posto.
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Nos bastidores, dirigentes de siglas do Centrão avaliam que o senador não conseguiu ampliar o diálogo com o eleitorado moderado e segue restrito ao bolsonarismo. Também pesou nas conversas a revelação de que Flávio pediu dinheiro a Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro, episódio que levantou dúvidas sobre os possíveis desdobramentos do caso.
A tendência, hoje, é que as principais legendas do Centrão permaneçam neutras na disputa presidencial. Se esse cenário se confirmar, Flávio disputará a eleição em uma chapa formada apenas pelo PL, hipótese vista como desfavorável por dirigentes do partido. Mesmo assim, a direção do partido afirma que insistirá nas negociações até o fim do período das convenções, em 5 de agosto.

