Documento obtido pelo Metrópoles revela que a Força Aérea Brasileira (FAB) informou ao Ministério da Defesa que o bloqueio de R$ 1,45 bilhão no Orçamento “não garante a operação das aeronaves até o fim do ano”. Segundo a FAB, a restrição de recursos atingiu áreas como combustíveis de aviação, manutenção e suprimento de material aeronáutico e projetos estratégicos
Segundo a Força, os recursos disponíveis após o bloqueio “não permite[m] o adestramento completo de todas as equipagens operacionais” e que passou a priorizar missões de defesa aérea, busca e resgate, instrução aérea e transporte de órgãos.




Avião de transporte militar KC-390
EmbraerOs novos caças podem voar a até 16 mil metros de altitude, atingir velocidades de até 2.400 km/h e percorrer a distância entre Rio de Janeiro e São Paulo em cerca de 12 minutos
Sargento Müller Marin/FABA-29 Super Tucano
FABA Aeronáutica informou ainda que houve redução de recursos destinados à manutenção e ao suprimento de material aeronáutico.
Os bloqueios somam R$ 1,015 bilhão em recursos do Novo PAC e R$ 435,7 milhões em outras despesas discricionárias. Entre os programas atingidos estão o Projeto FX-2, de aquisição dos caças Gripen, com R$ 800 milhões bloqueados, e o programa da aeronave KC-390, que teve R$ 215,8 milhões bloqueados no Orçamento de 2026.
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Segundo a Aeronáutica, caso haja recomposição dos recursos bloqueados, as prioridades serão os projetos Gripen, a manutenção de material aeronáutico, os combustíveis de aviação e a infraestrutura militar.
36 caças Gripen são insuficientes
O Metrópoles já havia revelado que a FAB considera insuficiente o lote inicial de 36 caças F-39 Gripen para atender às demandas da Defesa Nacional.
Segundo o Comando da Aeronáutica, a frota considerada adequada é de 66 aeronaves. Por isso, a Força informou que “existe a intenção de aquisição de lotes adicionais de aeronaves F-39”.
Até o momento, dez caças Gripen foram entregues à FAB, enquanto outras 26 aeronaves têm incorporação prevista até 2032.
A Aeronáutica também informou que pretende substituir os caças A-1 (AMX) por novas unidades do Gripen e que, neste momento, “não está sendo considerada a aquisição de uma aeronave intermediária”.

