A Polícia Federal apreendeu um arsenal de 26 armas e centenas de munições de diversos calibre na casa do ex-secretário de Assuntos Legislativos do Maranhão Raimundo Cutrim. O material foi apreendido quando Cutrim ainda fazia parte do governo de Carlos Brandão, em âmbito de investigação que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), em sigilo.
A decisão foi tornada pública, nesta sexta-feira (24/7), pelo ministro Flávio Dino devido a quantidade de armas apreendidas e sem o devido registro. O magistrado considerou a necessidade de tornar a apreensão pública porque pode haver interesse de terceiros, sobretudo quanto às armas não registradas.
Cutrim foi secretário de Estado do Maranhão até o dia 19 de julho, quando foi exonerado do cargo. Ele responde a uma ação por fatos ocorridos entre 2022 e junho de 2026, que – na ótica da autoridade policial – poderiam caracterizar obstrução à Justiça e coação no curso do processo, “crimes estes supostamente conexos com homicídio, corrupção e peculato, dentre outras hipóteses delitivas”, narra Dino na decisão.
A fase atual das diligências contra Cutrim culminou na apreensão do expressivo arsenal composto por 26 armas de fogo e centenas de munições de diversos calibres.
O relatório da Polícia Federal, com 123 páginas, descreve detalhadamente o material bélico encontrado. Entre as 26 armas listadas, figuram:
- Pistolas das marcas Colt, Imbel, Taurus e Walther (calibres .45, 9mm e .380)
- Revólveres Rossi e Taurus (calibres .38 e .357)
- Espingardas e Carabinas das marcas Winchester, Mossberg, CBC e Rossi
- Além das armas, foram apreendidas mais de 700 munições, incluindo 400 cartuchos de calibre 12 e 138 de calibre 9mm.
O ministro Flávio Dino ressaltou que, entre o material apreendido, existem armas sem o devido registro. Um segundo indivíduo, identificado como Marco Aurélio Sousa, foi preso em flagrante com uma arma que alegou ter encontrado no quintal da residência de Cutrim.
Prisão domiciliar
Inicialmente, no curso do processo, foi decretada a prisão preventiva de Cutrim, medida que foi posteriormente substituída por prisão domiciliar.
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Em decorrência do avanço das investigações, o governador do Estado exonerou o investigado do cargo de Secretário de Estado.
Os autos foram restituídos à Polícia Federal para que a autoridade policial e o Ministério Público deem continuidade às análises e requerimentos cabíveis.
A coluna entrou em contato com o Governo do Maranhão e aguarda resposta.

