O barril do petróleo brent voltou a ser vendido a US$ 98 nesta quinta-feira (23/7) em meio a escalada do conflito entre Estados Unidos e o Irã. O valor é o mais alto desde o fim de maio, quando a cotação começou a cair com o avançar das negociações entre os dois países. Em 18 de junho, um memorando de entendimento chegou a ser assinado, mas o cessar-fogo foi rompido há duas semanas.
A alta acumulada no ano no preço do petróleo é de 41%. No início de julho, o combustível fóssil estava sendo negociado a US$ 71. No auge do conflito, a cotação chegou a US$ 105.
Na noite desta quarta-feira (22/7), os Estados Unidos finalizaram o 12° dia consecutivo de ataques a alvos no Irã. O país persa, por sua vez, também continua a mirar instalações militares norte-americanas em países do Golfo.
Teerã disse na terça-feira (21/07) que o Estreito de Ormuz, principal rota de escoamento do petróleo do Oriente Médio, permanecerá fechado enquanto os bombardeios norte-americanos continuarem.
Os EUA também estão fazendo um bloqueio naval ao Irã. Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), foram desviadas nove embarcações comerciais e imobilizada uma nos últimos dias.
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Bloqueio no Mar Vermelho
Desde a última segunda-feira (20/7), navios ligados à Arábia Saudita estão proibidos de navegar pela costa do Mar Vermelho, onde está localizado o Estreito de Bab el-Mandeb. A rota é uma importante alternativa para o escoamento da produção petrolífera saudita após o fechamento do Estreito de Ormuz.
No entanto, os Houthis, que controlam a passagem, acusarem a Arábia Saudita de atacar o Aeroporto Internacional de Sanaa, na capital do Iêmen, e bloquearam a navegação.
Nesta quarta-feira, dois navios petroleiros da Arábia Saudita que tentaram furar o bloqueio foram atacados pelo grupo.

