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Pastora diz que agressão a entregador foi "astuta cilada de Satanás"

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Pastora diz que agressão a entregador foi "astuta cilada de Satanás"

Belo Horizonte – A pastora e pré-candidata a deputada estadual pelo PL Renata Vieira voltou a se manifestar sobre a confusão com um entregador de móveis em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Em uma sequência de vídeos publicados nas redes sociais nessa quarta-feira (22/7), ela afirmou que está reunindo provas para sustentar a versão de que foi vítima de uma “armação” por parte dos vizinhos e classificou o episódio como “uma astuta cilada de Satanás”.

A declaração foi feita após o caso ganhar repercussão nacional, com as imagens — onde ela aparece dando tapas e jogando pedra no entregador — viralizando nas redes sociais. Em vídeos divulgados anteriormente, ela admitiu ter errado ao reagir, mas afirmou que também foi agredida. A Polícia Civil investiga o episódio.

Nas novas publicações, a pastora afirmou que seu “coração está mais leve”: “Hoje nós estamos indo finalizar, no Ministério Público, algumas coisas que a gente tem que finalizar, inclusive entrar com todas as ações de crime e ameaças cibernéticas. São muitos e muitos [crimes] que foram cometidos contra mim e a minha família”, disse.


O que se sabe até agora

  • A briga ocorreu na quinta-feira (16/7), em Contagem, na Grande BH;
  • Vídeos mostram Renata Vieira dando tapas, jogando uma pedra e entrando em luta corporal com o entregador;
  • A pré-candidata afirma que foi agredida primeiro e que apenas reagiu;
  • Pessoas ligadas ao entregador dizem que a discussão começou durante a entrega de um sofá;
  • Renata mostrou hematomas, passou por atendimento médico e fez exame de corpo de delito;
  • Nesse sábado (18/7), ela admitiu que errou, mas disse que apenas revidou agressões;
  • A motivação política alegada pela pastora ainda não foi confirmada.
  • A Polícia Civil investiga o caso e deve analisar imagens da ocorrência.

Pastora fala em falso entregador

Em outro trecho, ela afirmou que o homem envolvido na confusão não seria o entregador originalmente escalado para fazer a entrega dos móveis, mas sim um policial rodoviário federal. “Não era um trabalhadorzinho normal, entregador de móveis, era um policial federal que, literalmente, foi trocado com o verdadeiro entregador”.

A pré-candidata voltou a relacionar o caso às posições políticas que afirma defender e disse acreditar que a situação foi motivada por manifestações feitas por ela dentro do condomínio onde mora.

Motivação política

Quando a confusão ganhou os holofotes, Renata alegou que o entregador a reconheceu como pré-candidata do PL, passou a fazer ofensas de cunho político e, depois, a agrediu fisicamente.

Pastora Renata Vieira brigando com entregador de móveis
Pastora Renata Vieira brigando com entregador de móveis

Ela afirma que recebeu chutes, socos e beliscões e que tentou impedir que o trabalhador levasse de volta os móveis que seriam entregues em sua residência. No entanto, diz que as agressões ocorreram em um lugar onde as câmeras de segurança não alcançavam.

Depois, a pré-candidata alegou que errou ao agredir o entregador, mas disse que estava apenas reagindo a agressões que sofreu. “Eu sei que eu errei porque eu poderia não ter revidado o ‘bicudo’ que ele me deu, com um tapa. Eu poderia não ter pegado ele pela blusa e não ter entrado em luta combativa com ele. Eu fiz tudo errado”, afirmou.

Em nota, a Polícia Civil de Minas informou que ouviu a pastora e o entregador e instaurou procedimento para apurar os fatos.

A reportagem entrou em contato com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e aguarda posicionamento.

O que diz o entregador?

Pessoas ligadas ao entregador, que não quiseram se identificar, apresentam uma versão diferente. Segundo elas, o trabalhador estava sozinho para descarregar um sofá de cinco lugares e informou que retornaria com outro funcionário para concluir a entrega em segurança.

Ainda conforme essa versão, Renata não aceitou esperar e a discussão começou por causa da entrega do móvel. Até o momento, o entregador não concedeu entrevista pública sobre o caso.

Polícia investiga caso

A principal alegação da pré-candidata é que o entregador iniciou a discussão após descobrir sua ligação com o PL e fazer ofensas por motivos políticos. Até o momento, porém, essa motivação não foi confirmada pelas autoridades e nem por imagens.

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga a ocorrência para esclarecer como a confusão começou e qual foi a participação de cada um dos envolvidos.

As imagens divulgadas até agora mostram apenas parte do episódio, e novas gravações poderão ser analisadas durante a investigação.