A Justiça do Distrito Federal soltou na última terça-feira (21/7) o sargento do Exército, Guilherme da Silva Oliveira, denunciado por tentativa de homicídio após atropelar a jovem Maria Clara, de 20 anos. O acusado estava preso desde o dia 27 de abril.
Câmeras de segurança de um comércio registraram o momento do atropelamento. Veja:
O caso ocorreu na madrugada de 25 de abril de 2026, no Riacho Fundo I, quando Guilherme— supostamente sob o efeito de álcool e drogas — dirigiu pela contramão e em alta velocidade de ré, atropelando gravemente a jovem e fugindo sem prestar socorro.
A 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) concedeu, por unanimidade, habeas corpus para revogar a prisão preventiva. Na decisão, o colegiado reconheceu a extrema gravidade concreta dos fatos, mas acolheu os argumentos da defesa de Guilherme e entendeu que a prisão cautelar não mais se justificava devido à ausência de risco atual à ordem pública, à instrução do processo ou à aplicação da lei penal.






Momento em que a mulher é atropelada e o motorista foge
Imagem cedida ao MetrópolesMotorista sendo levado para a carceragem do Exército
Imagem cedida ao MetrópolesMaria Clara, vítima que foi atropelada
Imagem cedida ao MetrópolesA jovem foi atropelada enquanto passava pela faixa de pedestre
Imagem cedida ao MetrópolesMomento em que a vítima é socorrida pelo Corpo de Bombeiros
Imagem cedida ao MetrópolesO Tribunal usou como argumento para soltura o fato de o réu ser militar do Exército, primário, com residência fixa, trabalho lícito e, principalmente, ter se apresentado espontaneamente à polícia dois dias após o ocorrido, entregando o veículo para perícia.
A prisão foi substituída por medidas cautelares diversas, que incluem o recolhimento domiciliar noturno, a proibição de frequentar bares e de consumir bebidas alcoólicas. O colegiado também determinou a obrigação do suspeito prestar assistência material provisória à vítima para custear despesas com o tratamento das lesões, em valor a ser fixado pelo juiz de origem.
Relembre o caso
- No dia do atropelamento, no último dia 25 de abril, Maria Clara estava acompanhada de uma amiga e atravessava a faixa de pedestres quando foi atingida pelo carro do sargento que dava ré. O motorista, que estava em alta velocidade, passou por cima e arrastou a vítima em meio aos gritos das testemunhas que presenciaram a cena violenta.
- Ela foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao hospital com ferimentos graves. A jovem passou por cirurgia e saiu da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e recebeu alta médica após duas semanas internada.
- De acordo com a mãe, pouco antes do ocorrido, a jovem esteve em uma distribuidora de bebidas da região, cujo proprietário é conhecido da família. “Ela ficou lá por pouco tempo. Um homem teria mexido com ela, mas ela nem se lembra”, relatou.
- Após atingir a jovem, Guilherme, junto de outros quatro ocupantes no carro, fugiu do local. Em depoimento à polícia, o sargento justificou que não parou, pois estaria com “medo de sofrer algum tipo de linchamento das pessoas no local”.
- O Exército Brasileiro instaurou um procedimento administrativo para apurar os fatos e a conduta do sargento no atropelamento da jovem.
- Guilherme da Silva Oliveira foi denunciado por tentativa de homicídio com dolo eventual porque assumiu o risco de causar a morte da mulher

