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Governo Ortega recua e diz que Nicarágua realizará eleições

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Governo Ortega recua e diz que Nicarágua realizará eleições

Depois de descartar novos processos eleitorais, o governo de Nicarágua voltou atrás, e disse que o país realizará eleições. A informação foi divulgada pela copresidente nicaraguense e esposa de Daniel Ortega, Rosario Murillo, na quarta-feira (22/7).

Em um pronunciamento, Murillo acusou os Estados Unidos de orquestrar e planejar o andamento de eleições no país caribenho. O que, segundo ela, “jamais retornará à Nicarágua”. Por isso, ela defendeu um pleito “livre, digno e soberano”.

“Esse tipo de eleição contra o povo não acontecerá, jamais retornará à Nicarágua”, disse a copresidente do país. “Eleições, sim, mas nossas próprias eleições. E quando dizemos nossas, nos referimos às eleições do nosso povo abençoado, planejadas e organizadas a partir da nossa soberanias nacional, da nossa dignidade nacional, para eleger os melhores nicaraguenses, aqueles que conhecem a luta e a honra. Eleições abençoadas, livres, dignas e soberanas”.

Apesar da fala de Murillo, que controla a Nicarágua com mão de ferro ao lado de Ortega desde 2025, quando uma reforma constitucional a alçou ao posto de “copresidente”, o futuro político do país segue incerto.

No último domingo (19/7), Daniel Ortega disse que novas eleições não seriam realizadas na Nicarágua para impedir que opositores — acusados de serem “golpistas” e “vendedores da Pátria” — cheguem ao poder. O presidente nicaraguense desde 2007 também pediu reformas para endurecer o combate a oposição, já perseguida no país.

Dias depois, a Assembleia Nacional da Nicarágua iniciou debates para colocar em prática as ordens de Ortega junto ao Conselho Supremo Eleitoral.

Com base em falas recentes do presidente do Parlamento local, Gustavo Porras, as mudanças devem impedir a participação da oposição e de observadores internacionais nas eleições em Nicarágua. Um novo pleito geral está previsto para acontecer em novembro de 2027. 

“O importante aqui é que consagremos na Constituição que, neste país, não podemos aceitar eleições em que participem golpistas, traidores da nação ou partidos e organizações financiados com dinheiro estrangeiro, por potências estrangeiras ou por entidades estrangeiras”, disse Porras na quarta-feira (22/7).

“Não podemos aceitar eleições neste país em que embaixadores ou representantes de potências e organizações estrangeiras tenham influência direta, não podemos aceitar isso”.

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