O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) acionou a Polícia Federal, nesta quinta-feira (23/7), contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após o Metrópoles revelar que o escritório de advocacia do presidenciável emitiu três notas fiscais, em abril de 2025, a favor de empresas ligadas à estrutura financeira do Master.
Duas dessas notas, no valor de meio milhão de reais cada, foram emitidas para a Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A., uma empresa de fachada que recebeu R$ 58 milhões do Master entre 2024 e 2025. Na mesma ocasião, foram canceladas. Naquele momento, Vorcaro já tinha injetado milhões na empresa de consultoria. Logo em seguida, o escritório de Flávio Bolsonaro faturou uma terceira nota, também de R$ 500 mil, desta vez em favor da Contábil Correa, cujo sócio-administrador é o atual diretor da Copenhagen. Nesse caso, não há registro de cancelamento.





Entenda o caminho do dinheiro
Arte / MetrópolesPrimeira nota fiscal emitida pelo escritório de Flávio Bolsonaro em favor da Copenhagen
Arte/ MetrópolesSegunda nota fiscal emitida pelo escritório de Flávio Bolsonaro em favor da Copenhagen
Arte/ MetrópolesNota fiscal emitida pelo escritório de Flávio Bolsonaro em favor da Contábil Correa
Arte/ MetrópolesLindbergh pediu que a Polícia Federal incorpore as notas fiscais emitidas por Flávio às investigações já em curso, e que a corporação aprofunde a apuração sobre a origem e o destino dos recursos.
Na petição, o parlamentar afirma que “a sequência de emissões e cancelamentos das notas fiscais levanta dúvidas que somente uma investigação poderá esclarecer”, defendendo o compartilhamento das informações com inquéritos que já apuram o Banco Master, Daniel Vorcaro e a Trustee DTVM, que administra o fundo Estônia, principal acionista da Copenhagen.
O deputado federal também pede diligências para “reconstruir o caminho do dinheiro e verificar se houve efetiva prestação dos serviços advocatícios declarados”.

