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BH: advogado deixa a defesa de sargento que matou capitã Michele

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
BH: advogado deixa a defesa de sargento que matou capitã Michele

Belo Horizonte – A defesa técnica do sargento da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, suspeito da morte da esposa, a capitã da PM, Michele Leão Azevedo, de 41 anos não representa mais o cliente, encerrando a atuação no caso.

Em nota divulgada à imprensa, no início da noite desta quinta-feira (23/7), o advogado criminalista Gustavo Nepomuceno Lopes comunica que não prestará declarações sobre os motivos do encerramento da representação do cliente.

“Em respeito ao sigilo profissional, à ética da advocacia e aos deveres inerentes à relação entre advogado e cliente não serão mais prestados esclarecimentos acerca dos motivos do encerramento da representação”, diz nota.

O advogado agradeceu o respeito e urbanidade da imprensa durante o período em que ele foi o representante legal do sargento Eduardo Abner e desejou que os fatos sejam esclarecidos pelas autoridades competentes, “com observância do devido processo legal”, cita.

Ele também afirmou que não dará mais entrevistas sobre o caso. ” Por essa razão, não serão mais concedidas novas entrevistas ou manifestações sobre o mérito da investigação”, conclui a nota.

Nota de advogado que defendia sargento que matou capitão em BH
Nota à Imprensa do escritório de advocacia que representava Sargente Eduardo Abner

Capitã da PM morta pelo marido

A capitã Michele foi levada já sem vida ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte, pelo marido, o 3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, na noite de segunda-feira (20/7).

A Polícia Civil apontou que a oficial apresentava múltiplas lesões pelo corpo, traumatismo craniano, grave ferimento na face e marcas compatíveis com agressões.

O militar alegou que a esposa sofreu uma queda após práticas sexuais consensuais, mas a versão passou a ser contestada diante das lesões encontradas pela perícia e de outros elementos da investigação.

A capitã foi velada e sepultada nesta quarta-feira (22/7) e o sargento teve a prisão em flagrante convertida em preventiva.

O sargento foi preso, também, por tráfico de drogas, pois foi flagrado descartando comprimidos de ecstasy no banheiro do hospital, para onde ele levou a companheira, já sem vida.

A reportagem do Metrópoles ouviu o síndico do condomínio onde o casal morava. Segundo Dirceu Oliveira festas, gritos e discussões eram frequentes no apartamento. “Na maioria das vezes, depois das festas, a gente sabia que terminava em conflito”, afirmou. Ele disse ainda que moradores evitavam registrar reclamações formais por medo, já que os dois eram policiais militares.

O caso segue sob investigação na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher. Os laudos da perícia serão fundamentais para esclarecer a causa da morte, a origem das lesões e a dinâmica dos fatos. Até o momento, o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira permanece preso.

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